O parto para qualquer animal é um ato natural, representando o término de uma gestação. Se esta teve seu transcurso normal, o parto também deverá transcorrer normal, a não ser que os fetos sejam excessivamente grandes, ou por outro lado: excessivamente pequena a própria cadela mãe, havendo portanto desproporção entre os tamanhos dos fetos e essas vias uterinas utilizadas para a saída dos filhotes. O tamanho da bacia da cadela, formada pelos ossos Ileo, isquio e pubis, é o principal fator a ser considerado para essa saída normal dos fetos no momento do parto e determinantes de seu transcurso. Uma bacia pequena em relação ao tamanho dos fetos, denominada angústia pélvica, com fetos maiores que essa via natural da fêmea, quase sempre determina um parto anormal - denominado de distócico - obrigando o veterinário parteiro a realização de interferência cirúrgica.
Estas constatações anatômicas devem ser avaliadas criteriosamente pelo veterinário por ocasião do pré-natal . Devemos nós, tanto profissionais veterinários quanto os próprios criadores e proprietários de animais, interpretarmos esses fenômenos naturais, como o são a própria concepção, gestação e parto, como uma sucessão de acontecimentos interligados a própria vida, que na natureza acontecem muitas vezes sequer sem nosso conhecimento e participação. Já os animais criados no ambiente doméstico, e por isso sujeitos à nossa nociva influência sob o ponto de vista natural, muitas vezes é a causa dos problemas que podem ocorrer em seu transcurso, embora nossa intenção seja a melhor possível.
Por isso, a recomendação que devo lhe fazer aos proprietários de cães ou criadores, é que não alterem a rotina que vinham mantendo com seus animais agora gestantes, unicamente pelo fato de encontrarem-se agora nesse estado. Deixe-as continuar sua rotina diária, inclusive com exercícios como o são o de andar, correr e mesmo pular. Apenas a alimentação dos animais gestantes merece especial cuidado: continuar sendo dada a ração que a mesma está acostumada, porém, agora fracionada em mais vezes por dia, e aumentando (sem exagero), paulatinamente a quantidade total do dia, devido o fato da gestante para bem gerar seus futuros filhos necessitar de maior quantidade de nutrientes, e de boa qualidade. Caso as vacinas contra: Cinomose-Hepatite-Leptospirose-Parvovirose e Coronavirose tenham sido ministradas há mais de um ano, faz-se necessária sua repetição pelo menos até 30 dias antes da data prevista para o parto. Quando o momento para o parto estiver próximo, e será facilmente visível pelo próprio aumento de volume da fêmea gestante, além de concomitante desenvolvimento das mamas e mesmo estado geral de engorda do próprio animal, será notado que seu andar fica diferente: mais lento e cuidadoso além dela mesma se tornar mais sonolenta e preguiçosa. Agora chegado o momento realmente do parto, a fêmea demonstrará inquietação, micções freqüentes, procurando lugares mais calmos e mesmo escuros, muitas vezes carregando para onde estiver roupas que tenha a seu alcance como se estivesse fazendo o próprio ninho para suas crias.
No próprio dia do parto, em geral a gestante rejeita a alimentação, não chegando sequer a cheirar o próprio alimento que lhe seja servido. Já água a mesma procurará insistentemente. Chegada a hora, serão notados movimentos abdominais semelhantes aqueles que a própria fêmea executa para evacuar, movimentos esses com pouca freqüência e distanciados uns dos outros, que a medida que o tempo passa, vão se repetindo com menor intervalo de tempo, até a sucederem-se quase que em seguida uns dos outros. Deverá aparecer pela abertura da vagina, que estará simultaneamente aumentada de volume e congesta, um corrimento seroso resultante da ruptura da chamada bolsa das águas, ou mesmo o aparecimento dessa bolsa pela abertura natural. Nesse caso, com uma tesoura, deverá tal bolsa ser rompida com um ligeiro talho, escorrendo então essa secreção natural. Logo em seguida deverá aparecer o primeiro feto, tanto faz que sua apresentação seja anterior (com a cabeça em primeiro lugar), ou posterior (com as pernas traseiras em primeiro lugar), e logo em seguida sua expulsão com uma contração mais forte executada cadela. Em seguida ao feto sairá a placenta correspondente, tendo o cordão umbilical ligado ao umbigo do feto. Em geral a própria cadela, com os dentes, rompe esse cordão umbilical, e caso isso não for feito pela parturiente, deverá quem estiver assistindo ao parto, assim proceder com uma tesoura previamente desinfetada, conservando apenas cerca de 2 a 3 cm desse cordão umbilical. Em seguida, também proceder a ligadura desse cordão, com um fio de linha grossa, distante cerca de um centímetro do ventre do filhote. Desinfeção do chamado coto (ou seja o pedaço de cordão umbilical) conservado, com tintura de Iodo ou Mertiolate também é recomendável.
Entre o início das contrações abdominais até o término do parto, com a expulsão de todos os filhotes gerados, muitas vezes transcorrem até uma ou mais horas, o que não deve ser motivo de aflição de quem estiver assistindo ao parto. Desde que o estado da cadela parturiente seja normal, não há necessidade de maior cuidado: apenas vigilância para auxílio, caso necessário. Apenas na hipótese de serem influtíferas as contrações, sem o aparecimento de nenhum feto pela abertura natural da cadela, será razão para procura do profissional competente para as medidas que se fizerem necessárias, porém, isso seria exceção a regra. Nesse caso então, o tocólogo: como é chamado o veterinário parteiro, é quem deve decidir o que deve ser feito. Um abraço e felicidades a futura mamãe. Carmello Liberato Thadei (Médico Veterinário - CRMV-SP-0442)
P.S. - Apenas como observação final: As placentas que acompanham os respectivos fetos recém nascidos, muitas vezes são comidas pela própria fêmea parturiente. Tal fato, embora à muitas pessoas possa causar nojo, é um fato perfeitamente natural, não devendo ser por nós evitado, pois irá auxiliar a chamada descida do leite da parturiente, necessário a alimentação de sua ninhada.
P.S.- Inspeção de cada filhote recém nascido, para verificação de seu estado assim como imperfeições que necessitem cuidado veterinário, além obviamente, de assistência para sua amamentação nos primeiros momentos, colocando-os diretamente nas mamas da cadela, previamente deitada em local calmo e adequado. Na hipótese de se tratar de animais em que seja usual o corte de cauda, esta deverá ser providenciada após três dias do nascimento e até 7 dias, portanto na primeira semana de vida. Igualmente no caso de nascerem os filhotes com o chamado Ergot (Unha ou dedo de lobo), constituídos por dedos ou unhas supranumerárias mais freqüentemente nos membros posteriores, estes deverão também ser extirpados pelo veterinário, na primeira semana de vida. Tais Ergots, assim chamados pelos Franceses, são resquícios do quinto dedo, hoje atrofiados por falta de uso e não mais presentes nesses membros dos cães domésticos.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Neonatologia em Cães
Todo cãozinho, com até dez dias de idade, é considerado um neonato. É um período onde diversos cuidados devem ser tomados, pois nosso amiguinho ainda não possui todas as defesas orgânicas para sobreviver em nosso mundo. Em média, um em cada quatro neonatos morrem, pelas mais diversas causas. Passam 90% do tempo dormindo, acordando apenas quando estão com fome; mamando a cada 2 ou 3 horas. Conheça agora um pouco mais sobre seu mais novo amiguinho...
Fisiologia do Recém-nascido
TEMPERATURA AO NASCER: 35,5 graus C
TEMPERATURA NO 70 DIA: 38 graus C
FREQ. RESP.: 15 A 38 bat/min
BAT. CARDÍACOS: 200 bat/min
ABERTURA DAS PÁLPEBRAS: 10º ao 15º dia de vida
ABERTURA DOS CANAIS AUDITÓRIOS: 12º ao 14º dia de vida
NECESSIDADE DE INGESTÃO DE LÍQUIDOS/ DIA: 60 a 90g/ 450g de peso
Alguns Cuidados...
Manter a mãe sempre junta aos filhotes, pois seu corpo é fonte de calor.
Observar se a mãe possui bom instinto materno, pois muitas fêmeas pisam e deitam sobre os filhotes.
Manter a fêmea muito bem alimentada, para suprir seu gasto energético com a amamentação. Uma fêmea mal alimentada pode deixar de amamentar e até comer seus filhotes.
A fêmea e sua ninhada devem estar sempre abrigados de frio e vento; devendo ser o local seco, ter temperatura agradável e ventilação indireta.
Todo e qualquer problema, consulte sempre um veterinário.
Fisiologia do Recém-nascido
TEMPERATURA AO NASCER: 35,5 graus C
TEMPERATURA NO 70 DIA: 38 graus C
FREQ. RESP.: 15 A 38 bat/min
BAT. CARDÍACOS: 200 bat/min
ABERTURA DAS PÁLPEBRAS: 10º ao 15º dia de vida
ABERTURA DOS CANAIS AUDITÓRIOS: 12º ao 14º dia de vida
NECESSIDADE DE INGESTÃO DE LÍQUIDOS/ DIA: 60 a 90g/ 450g de peso
Alguns Cuidados...
Manter a mãe sempre junta aos filhotes, pois seu corpo é fonte de calor.
Observar se a mãe possui bom instinto materno, pois muitas fêmeas pisam e deitam sobre os filhotes.
Manter a fêmea muito bem alimentada, para suprir seu gasto energético com a amamentação. Uma fêmea mal alimentada pode deixar de amamentar e até comer seus filhotes.
A fêmea e sua ninhada devem estar sempre abrigados de frio e vento; devendo ser o local seco, ter temperatura agradável e ventilação indireta.
Todo e qualquer problema, consulte sempre um veterinário.
Gestação das Cadelas
Antes de tratar propriamente desse tema, é necessário para ser melhor entendido, descrever os órgãos sexuais que constituem o aparelho reprodutor feminino dessas fêmeas domésticas.
1 - Quais são os órgãos genitais (também chamados sexuais) femininos das cadelas?
R - Sãos os ovários (em número de dois), os ovidutos (também chamados de trompas de Phalopio (também duplo), o útero e a vagina, todos situados na cavidade abdominal e ali sustentados por ligamentos próprios; a vulva, esta já situada no limite com o exterior e pondo em comunicação os órgãos sexuais anteriores com o ambiente externo; e como órgãos anexos: as mamas, nas cadelas em geral em número de 8 a 10 (quatro a cinco pares), estas dispostas eqüidistantes da linha média do ventre, desde a região peitoral até a inguinal, por isso designadas conforme sua localização em: peitorais, abdominais e inguinais.
2 - Como são os ovários das cadelas?
R - Duplos, situados na cavidade abdominal, região sub-lombar, em contato direto com os intestinos, próximos dos rins e sustentados pelos ligamentos largos e vasos sangüíneos (uma veia e uma artéria). Têm os ovários sua superfície externa lisa, com saliências formadas pelas folículos denominados de Graaf (Folículos ovarianos), destes tendo origem os óvulos, que na fase do Cio (Estro) são dali eliminados e por assim dizer captados pelas franjas das Trompas de Phalopio, e por estas levados por cílios ali existentes para o interior do útero. O tamanho dos ovários nas cadelas varia de acordo com o porte da fêmea considerada, desde o tamanho de um grão de feijão até o de uma ameixa. Os ovidutos funcionam como meio de ligação entre os ovários e o útero, e são constituídos por um receptáculo em forma de franja, e um canal flexuoso que desemboca no útero, e ligado a estes por ligamentos. Tem os ovidutos o tamanho médio de 5 a 8 centímetros de comprimento.
3 - Como é o útero das cadelas?
R - É constituído por um corpo em forma cilíndrica e dois cornos extremamente compridos e estreitos. Numa cadela de porte médio o corpo mede cerca de 3 cm de comprimento e os cornos de l1 a l5 cm. Têm seus diâmetros uniformes e encontram-se no interior da cavidade abdominal em contato direto com os intestinos e demais órgãos. Constituí-se de várias camadas: externamente revestido por uma membrana serosa semelhante ao peritôneo (lisa, brilhante e transparente); medianamente por músculos lisos potentes e internamente por camada cuja constituição varia de acordo com a fase considerada do ciclo Estral.
4 - Como é a vagina das cadelas?
R - Constituída de fibras musculares potentes de forma circulares, relativamente comprida e forrada internamente por membrana mucosa formando pregas longitudinais.
5 - Como é a vulva das cadelas?
R - Tem lábios externos grossos formando uma comissura inferior aguda, forrada internamente por membrana mucosa lisa e rosada. Apresenta como particularidade um músculo constritor forte em forma de esfíncter (circular), além do clitóris. Mede de 3 a 4 cm de comprimento.
6 - O que caracteriza a Gestação nas Cadelas?
R - Pode ser definida como a fase em que as cadelas estão gerando seus filhos, originários da fecundação dos óvulos expelidos de seus ovários e fecundados por espermatozoides dos machos depositados em suas vias genitais a través do acasalamento (coito). Um ou mais fetos, pois são as cadelas multíparas (parem mais de um filho por vez), são gerados em seus úteros, sendo tais fetos envoltos durante essa fase, por membranas que constituem a chamada Placenta. Nessa fase, inicialmente o ovo sofre sucessivas multiplicações, passando por diversas fases : ovo > blastômeros > mórula > feto. A duração dessa gestação é de 9 semanas (63 dias) em média, variando para mais ou para menos de acordo com o número de fetos gerados e de condições especiais da raça considerada. Durante esse período, obviamente pelo desenvolvimento e crescimento dos fetos, o abdome das cadelas vai se distender e aumentar de volume, assim como as mamas, na sua fase final estas vão também se desenvolverem e começarem a secretor leite em sua fase final. O temperamento da fêmea grávida (prenhe) também se modifica, tornando-a mais dócil e letárgica. Seu apetite gradativamente também aumenta, o que se explica pela maior necessidade de nutrientes para gerar e desenvolver seus filhos em gestação.
7 - O que caracteriza o Parto?
R - Representa precisamente o nascimento dos produtos gerados pela fêmea durante sua gestação, o que deve ocorrer pelo término dos desenvolvimentos dos fetos. São sinais chamados precursores do parto: A cadela torna-se irrequieta, começa a ganir e a urinar repetidamente, deita-se para em seguida logo se levantar, mira seguidamente o ventre ou suas vias genitais, sinais esses que indicam estar a mesma sentindo as chamadas dores do parto (contrações uterinas). Sua duração é variável dependentemente de ser a cadela primípara ou não (primeiro parto ou não), são necessários para propiciarem a dilatação da bacia (ossos pélvicos) e vias uterinas, principalmente da chamado cerviz uterina (orifício que liga o útero a vagina), e desta para o exterior. Durante a gestação a chamada cerviz uterina permanece fechada (selada por tampão mucoso), que necessariamente somente deve-se abrir no momento do parto, a fim de permitir não só a saída dos fetos gerados como também os envoltórios placentários que os acompanham. É precisamente essa cerviz que deve ser dilatada (assim como os ossos pélvicos, estes por afrouxamento de seus ligamentos), tornando possível a expulsão (nascimento) dos fetos gerados. Durante o parto e junto com os filhotes, são também eliminados os chamados líquidos amnióticos e placentários, originários todos da própria excreção dos fetos durante essa gestação assim como as próprias secreções dessas membranas envoltórias e que servem como lubrificantes das vias eferentes do útero, permitindo mais fácil deslizamento dos filhotes gerados no momento desse parto.
8 - Há necessidade de ser o parto assistido?
R - Sim. Discretamente, sem interferência direta (a não ser em caso de necessidade de ajuda), e por parte de alguém familiarizado com o ato, como deve ser o profissional veterinário, e nesse caso denominado parteiro, tocólogo ou obstetra.
9 - Anormalidades do Parto (Distócia)?
R - São as chamadas distócias, que vão desde falta das contrações necessárias (útero preguiçoso) por parte da mãe gestante, até anormalidades da bacia (ossos que constituem a pélvis: Ileo, Isquio e Pubis), e principalmente desproporções entre os tamanhos dos fetos e essas vias eferentes da própria fêmea, ou até anormalidades da apresentação dos fetos em relação a essas mesmas vias de saída. Para cada caso de distócia é recomendado o remédio correspondente, o que somente o profissional tocólogo deve saber fazer. Não cabem aqui serem relatados todos os casos possíveis de distócias, por serem inúmeras. Apenas uma recomendação ao proprietário ou assistente do parto: Em caso de demora no nascimento dos filhotes, consulte seu veterinário para tomar as medidas que se fizerem necessárias. Fatalmente surgirá a pergunta: Qual o tempo que devo aguardar? Resposta : No máximo 3 a 4 horas desde os primeiros sinais, anteriormente chamados de precursores do parto.
1 - Quais são os órgãos genitais (também chamados sexuais) femininos das cadelas?
R - Sãos os ovários (em número de dois), os ovidutos (também chamados de trompas de Phalopio (também duplo), o útero e a vagina, todos situados na cavidade abdominal e ali sustentados por ligamentos próprios; a vulva, esta já situada no limite com o exterior e pondo em comunicação os órgãos sexuais anteriores com o ambiente externo; e como órgãos anexos: as mamas, nas cadelas em geral em número de 8 a 10 (quatro a cinco pares), estas dispostas eqüidistantes da linha média do ventre, desde a região peitoral até a inguinal, por isso designadas conforme sua localização em: peitorais, abdominais e inguinais.
2 - Como são os ovários das cadelas?
R - Duplos, situados na cavidade abdominal, região sub-lombar, em contato direto com os intestinos, próximos dos rins e sustentados pelos ligamentos largos e vasos sangüíneos (uma veia e uma artéria). Têm os ovários sua superfície externa lisa, com saliências formadas pelas folículos denominados de Graaf (Folículos ovarianos), destes tendo origem os óvulos, que na fase do Cio (Estro) são dali eliminados e por assim dizer captados pelas franjas das Trompas de Phalopio, e por estas levados por cílios ali existentes para o interior do útero. O tamanho dos ovários nas cadelas varia de acordo com o porte da fêmea considerada, desde o tamanho de um grão de feijão até o de uma ameixa. Os ovidutos funcionam como meio de ligação entre os ovários e o útero, e são constituídos por um receptáculo em forma de franja, e um canal flexuoso que desemboca no útero, e ligado a estes por ligamentos. Tem os ovidutos o tamanho médio de 5 a 8 centímetros de comprimento.
3 - Como é o útero das cadelas?
R - É constituído por um corpo em forma cilíndrica e dois cornos extremamente compridos e estreitos. Numa cadela de porte médio o corpo mede cerca de 3 cm de comprimento e os cornos de l1 a l5 cm. Têm seus diâmetros uniformes e encontram-se no interior da cavidade abdominal em contato direto com os intestinos e demais órgãos. Constituí-se de várias camadas: externamente revestido por uma membrana serosa semelhante ao peritôneo (lisa, brilhante e transparente); medianamente por músculos lisos potentes e internamente por camada cuja constituição varia de acordo com a fase considerada do ciclo Estral.
4 - Como é a vagina das cadelas?
R - Constituída de fibras musculares potentes de forma circulares, relativamente comprida e forrada internamente por membrana mucosa formando pregas longitudinais.
5 - Como é a vulva das cadelas?
R - Tem lábios externos grossos formando uma comissura inferior aguda, forrada internamente por membrana mucosa lisa e rosada. Apresenta como particularidade um músculo constritor forte em forma de esfíncter (circular), além do clitóris. Mede de 3 a 4 cm de comprimento.
6 - O que caracteriza a Gestação nas Cadelas?
R - Pode ser definida como a fase em que as cadelas estão gerando seus filhos, originários da fecundação dos óvulos expelidos de seus ovários e fecundados por espermatozoides dos machos depositados em suas vias genitais a través do acasalamento (coito). Um ou mais fetos, pois são as cadelas multíparas (parem mais de um filho por vez), são gerados em seus úteros, sendo tais fetos envoltos durante essa fase, por membranas que constituem a chamada Placenta. Nessa fase, inicialmente o ovo sofre sucessivas multiplicações, passando por diversas fases : ovo > blastômeros > mórula > feto. A duração dessa gestação é de 9 semanas (63 dias) em média, variando para mais ou para menos de acordo com o número de fetos gerados e de condições especiais da raça considerada. Durante esse período, obviamente pelo desenvolvimento e crescimento dos fetos, o abdome das cadelas vai se distender e aumentar de volume, assim como as mamas, na sua fase final estas vão também se desenvolverem e começarem a secretor leite em sua fase final. O temperamento da fêmea grávida (prenhe) também se modifica, tornando-a mais dócil e letárgica. Seu apetite gradativamente também aumenta, o que se explica pela maior necessidade de nutrientes para gerar e desenvolver seus filhos em gestação.
7 - O que caracteriza o Parto?
R - Representa precisamente o nascimento dos produtos gerados pela fêmea durante sua gestação, o que deve ocorrer pelo término dos desenvolvimentos dos fetos. São sinais chamados precursores do parto: A cadela torna-se irrequieta, começa a ganir e a urinar repetidamente, deita-se para em seguida logo se levantar, mira seguidamente o ventre ou suas vias genitais, sinais esses que indicam estar a mesma sentindo as chamadas dores do parto (contrações uterinas). Sua duração é variável dependentemente de ser a cadela primípara ou não (primeiro parto ou não), são necessários para propiciarem a dilatação da bacia (ossos pélvicos) e vias uterinas, principalmente da chamado cerviz uterina (orifício que liga o útero a vagina), e desta para o exterior. Durante a gestação a chamada cerviz uterina permanece fechada (selada por tampão mucoso), que necessariamente somente deve-se abrir no momento do parto, a fim de permitir não só a saída dos fetos gerados como também os envoltórios placentários que os acompanham. É precisamente essa cerviz que deve ser dilatada (assim como os ossos pélvicos, estes por afrouxamento de seus ligamentos), tornando possível a expulsão (nascimento) dos fetos gerados. Durante o parto e junto com os filhotes, são também eliminados os chamados líquidos amnióticos e placentários, originários todos da própria excreção dos fetos durante essa gestação assim como as próprias secreções dessas membranas envoltórias e que servem como lubrificantes das vias eferentes do útero, permitindo mais fácil deslizamento dos filhotes gerados no momento desse parto.
8 - Há necessidade de ser o parto assistido?
R - Sim. Discretamente, sem interferência direta (a não ser em caso de necessidade de ajuda), e por parte de alguém familiarizado com o ato, como deve ser o profissional veterinário, e nesse caso denominado parteiro, tocólogo ou obstetra.
9 - Anormalidades do Parto (Distócia)?
R - São as chamadas distócias, que vão desde falta das contrações necessárias (útero preguiçoso) por parte da mãe gestante, até anormalidades da bacia (ossos que constituem a pélvis: Ileo, Isquio e Pubis), e principalmente desproporções entre os tamanhos dos fetos e essas vias eferentes da própria fêmea, ou até anormalidades da apresentação dos fetos em relação a essas mesmas vias de saída. Para cada caso de distócia é recomendado o remédio correspondente, o que somente o profissional tocólogo deve saber fazer. Não cabem aqui serem relatados todos os casos possíveis de distócias, por serem inúmeras. Apenas uma recomendação ao proprietário ou assistente do parto: Em caso de demora no nascimento dos filhotes, consulte seu veterinário para tomar as medidas que se fizerem necessárias. Fatalmente surgirá a pergunta: Qual o tempo que devo aguardar? Resposta : No máximo 3 a 4 horas desde os primeiros sinais, anteriormente chamados de precursores do parto.
Primeiros Socorros aos Filhotes
Os filhotes são tão curiosos, descuidados e impulsivos quanto às crianças, podendo como estas envolver-se em numerosos problemas. Ainda que o veterinário deve ser sempre o primeiro a ser consultado, você precisa ter uma noção dos primeiros socorros, que podem ajudar em casos de pequenos acidentes e que, em alguns casos, podem até salvar a vida do filhote.
A prevenção é sempre melhor que a cura, e por isso tente fazer com que sua casa e as áreas próximas sejam seguras para o filhote. Mantenha fora de seu alcance objetos afiados, pontiagudos, brinquedos de plástico ou borracha macia, brinquedos pintados, ossos pontiagudos. Mantenha em local fechado: medicamentos, sabonetes e inseticidas. Tenha à mão uma pequena caixa de medicamentos para o seu filhote, incluindo:
1. Um termômetro retal e um lubrificante;
2. Esparadrapo e gaze para os curativos;
3. Medicamentos contra queimaduras, prescrito pelo veterinário;
4. Água boricada para lavagens oculares;
5. Amoníaco para tratamento de choque;
6. Mostarda em pó ou sal de cozinha como emético (para induzir vômito);
7. Carvão ativado como antídoto contra venenos (chame o veterinário);
8. Um laxante suave (como leite de magnésia).
Acidentes Sérios
Chame seu veterinário
Não movimente o filhote Se o filhote precisa ser movimentado, não o levante em seus braços, mas transfira-o para um cobertor ou outro objeto firme, que possa ser usado como maca e levado com a menor vibração possível.
Tente estancar a hemorragia;
Mantenha-o aquecido e quieto.
Amarre a boca do animal, fechando-a, se necessário. Se os filhotes estão sofrendo uma dor muito intensa, podendo começar a morder como sinal de pânico. para evitar ser mordido ao medicar o filhote ou prestar os primeiros socorros, dê uma laçada com uma tira de pano ao redor do focinho, cruze por baixo e amarre atrás das orelhas. O filhote não será capaz de retirá-lo, ao passo que uma tira amarrada apenas em volta do focinho pode sair facilmente. Tenha cuidado de tirar esta mordaça o mais rapidamente possível, pois os cães precisam respirar com a boca aberta - é o seu meio de transpirar.
Em caso de vômito, retire a mordaça imediatamente.
Hemorragia externa - a hemorragia profusa, que pode ser arterial, é perigosa. Aplique compressas ou ataduras diretamente sobre o ferimento, mantendo-as até que você possa entrar em contato com o veterinário.
Envenenamento - se você estiver razoavelmente seguro, de que seu filhote ingeriu veneno (os sintomas são: dor, vômitos, tremores, salivação intensa, até convulsões) tome providências imediatamente. Chame o veterinário, para que lhe dê conselhos sobre tratamento caseiro, ou leve o animal imediatamente ao hospital.
Queimaduras - aplique o medicamento recomendado (prescrito pelo veterinário). As queimaduras por ácido devem ser lavadas primeiramente com uma colher de sopa de bicarbonato de sódio misturada com meio litro de água. Em casos de queimaduras sérias - chame o veterinário.
Choque - este estado perigoso pode ser causado por lesões ou trauma e requer ação imediata. (Os sintomas são prestação, olhos vítreos, corpo frio, pulso fraco e respiração superficial.) Cubra o filhote com um cobertor e use uma bolsa de água quente. Assegure-se, de que a sua cabeça está mais baixa do que o corpo. Passe um frasco de amoníaco aberto próximo às suas narinas, rapidamente. Chame o veterinário para obter novas instruções.
Picadas de insetos - são problemas pequenos, na maioria dos casos, sendo suficiente a utilização de um ungüento, que elimine a dor ou compressas com bicarbonato de sódio. Uma boa medida de emergência é cobrir a picada com barro. Contudo, se ocorrer uma grave reação alérgica, ou se o filhote entrar em choque, siga o tratamento indicado acima e consulte o veterinário.
Gambá - (encontrado principalmente no Norte do Brasil) - quando o filhote encontra com um gambá, o cheiro deste pode ser uma experiência desagradável, tanto para você, quanto para o seu cãozinho. Usar um desodorante para o ambiente é a única solução. Ainda é recomendado o velho remédio: suco de tomate. Dê um banho no filhote com o suco ou com uma esponja embebida, esfregue-o até o "cheiro de gambá" desapareça. (Tenha cuidado com o resfriamento). Uma vaporizada muito forte nos olhos pode causar cegueira temporária. Lave os olhos do filhote com água boricada. se encontrar maiores problemas, leve-o ao veterinário.
Prostração pelo calor - é muito triste que esta situação ocorra, porque ela geralmente decorre da ignorância dos proprietários dos animais de estimação, ao permitirem que seus cães fiquem com calor a este ponto. Ao sentir calor, lembre-se de que seu cão também sente. Assim nunca deixe o filhote no carro fechado, durante o verão, e quando ele for deixado do lado de fora, veja se há sombra por perto, ao alcance dele. Contudo, se a prostração pelo calor vier a ocorrer, os sintomas são: dificuldade em respirar, resfolegar audível, fraqueza até inconsciência. Tente fazer com que a temperatura do filhote baixe rapidamente, molhando-o com uma esponja umedecida em água fria, num lugar com sombra. Você também pode usar amoníaco, passando rapidamente o franco aberto sob suas narinas. Chame o veterinário, mas lembre-se, de que a prostração pelo calor pode ser totalmente evitada, se você proteger o filhote de modo adequado.
A prevenção é sempre melhor que a cura, e por isso tente fazer com que sua casa e as áreas próximas sejam seguras para o filhote. Mantenha fora de seu alcance objetos afiados, pontiagudos, brinquedos de plástico ou borracha macia, brinquedos pintados, ossos pontiagudos. Mantenha em local fechado: medicamentos, sabonetes e inseticidas. Tenha à mão uma pequena caixa de medicamentos para o seu filhote, incluindo:
1. Um termômetro retal e um lubrificante;
2. Esparadrapo e gaze para os curativos;
3. Medicamentos contra queimaduras, prescrito pelo veterinário;
4. Água boricada para lavagens oculares;
5. Amoníaco para tratamento de choque;
6. Mostarda em pó ou sal de cozinha como emético (para induzir vômito);
7. Carvão ativado como antídoto contra venenos (chame o veterinário);
8. Um laxante suave (como leite de magnésia).
Acidentes Sérios
Chame seu veterinário
Não movimente o filhote Se o filhote precisa ser movimentado, não o levante em seus braços, mas transfira-o para um cobertor ou outro objeto firme, que possa ser usado como maca e levado com a menor vibração possível.
Tente estancar a hemorragia;
Mantenha-o aquecido e quieto.
Amarre a boca do animal, fechando-a, se necessário. Se os filhotes estão sofrendo uma dor muito intensa, podendo começar a morder como sinal de pânico. para evitar ser mordido ao medicar o filhote ou prestar os primeiros socorros, dê uma laçada com uma tira de pano ao redor do focinho, cruze por baixo e amarre atrás das orelhas. O filhote não será capaz de retirá-lo, ao passo que uma tira amarrada apenas em volta do focinho pode sair facilmente. Tenha cuidado de tirar esta mordaça o mais rapidamente possível, pois os cães precisam respirar com a boca aberta - é o seu meio de transpirar.
Em caso de vômito, retire a mordaça imediatamente.
Hemorragia externa - a hemorragia profusa, que pode ser arterial, é perigosa. Aplique compressas ou ataduras diretamente sobre o ferimento, mantendo-as até que você possa entrar em contato com o veterinário.
Envenenamento - se você estiver razoavelmente seguro, de que seu filhote ingeriu veneno (os sintomas são: dor, vômitos, tremores, salivação intensa, até convulsões) tome providências imediatamente. Chame o veterinário, para que lhe dê conselhos sobre tratamento caseiro, ou leve o animal imediatamente ao hospital.
Queimaduras - aplique o medicamento recomendado (prescrito pelo veterinário). As queimaduras por ácido devem ser lavadas primeiramente com uma colher de sopa de bicarbonato de sódio misturada com meio litro de água. Em casos de queimaduras sérias - chame o veterinário.
Choque - este estado perigoso pode ser causado por lesões ou trauma e requer ação imediata. (Os sintomas são prestação, olhos vítreos, corpo frio, pulso fraco e respiração superficial.) Cubra o filhote com um cobertor e use uma bolsa de água quente. Assegure-se, de que a sua cabeça está mais baixa do que o corpo. Passe um frasco de amoníaco aberto próximo às suas narinas, rapidamente. Chame o veterinário para obter novas instruções.
Picadas de insetos - são problemas pequenos, na maioria dos casos, sendo suficiente a utilização de um ungüento, que elimine a dor ou compressas com bicarbonato de sódio. Uma boa medida de emergência é cobrir a picada com barro. Contudo, se ocorrer uma grave reação alérgica, ou se o filhote entrar em choque, siga o tratamento indicado acima e consulte o veterinário.
Gambá - (encontrado principalmente no Norte do Brasil) - quando o filhote encontra com um gambá, o cheiro deste pode ser uma experiência desagradável, tanto para você, quanto para o seu cãozinho. Usar um desodorante para o ambiente é a única solução. Ainda é recomendado o velho remédio: suco de tomate. Dê um banho no filhote com o suco ou com uma esponja embebida, esfregue-o até o "cheiro de gambá" desapareça. (Tenha cuidado com o resfriamento). Uma vaporizada muito forte nos olhos pode causar cegueira temporária. Lave os olhos do filhote com água boricada. se encontrar maiores problemas, leve-o ao veterinário.
Prostração pelo calor - é muito triste que esta situação ocorra, porque ela geralmente decorre da ignorância dos proprietários dos animais de estimação, ao permitirem que seus cães fiquem com calor a este ponto. Ao sentir calor, lembre-se de que seu cão também sente. Assim nunca deixe o filhote no carro fechado, durante o verão, e quando ele for deixado do lado de fora, veja se há sombra por perto, ao alcance dele. Contudo, se a prostração pelo calor vier a ocorrer, os sintomas são: dificuldade em respirar, resfolegar audível, fraqueza até inconsciência. Tente fazer com que a temperatura do filhote baixe rapidamente, molhando-o com uma esponja umedecida em água fria, num lugar com sombra. Você também pode usar amoníaco, passando rapidamente o franco aberto sob suas narinas. Chame o veterinário, mas lembre-se, de que a prostração pelo calor pode ser totalmente evitada, se você proteger o filhote de modo adequado.
Cuidado, Filhotes...
"Doutor ganhei um bichinho!!.... Não sei o que fazer.." A decisão de criar deveria ser sempre uma opção consciente e não um acontecimento repentino. Bem, o fato é que estamos diante de um filhote, que antes de mais nada deve ser reconhecido como tal; felino ou canino, sua raça e seu sexo. Falando assim parece óbvio, mas neste reconhecer esta a chave para uma vida saudável e feliz. Desde muito pequeno este ser já é possuidor de uma individualidade de uma identidade. Quem já não ouviu comentários como este:" - Sempre foi o mais glutão, desde as primeiras horas. - O mais simpático e comunicativo ou o medroso e desconfiado e até mesmo aquele brigão que tudo quer".
Criar é assumir a responsabilidade de ajudar esse animalzinho a ser o que ele deve ser. O gato, um verdadeiro felino. O cão, um cão. O verdadeiro amor está neste caso, em reconhecer que o transformar deste ser num filho, o estaremos desviando de sua meta, do seu objetivo de vida, o motivo pelo qual foi criado. Amar é reconhecer e respeitar a individualidade e a identidade de nosso companheiro. Assim toda vez que impedimos o animal de expressar sua sexualidade, instintividade, e de seguir seu destino quanto espécie, raça estaremos promovendo o rompimento de seu equilíbrio energético e o mesmo adoece; pois a doença é o desequilíbrio da força vital, elemento imaterial universal que se manifesta em todos os seres vivos lhes dando forma, identidade e vida. Reconhecendo e valorizando a instintividade de nosso filhote estaremos prevenindo-o de uma série de enfermidades.
A alimentação deve ser sempre fresca, incluindo os vegetais, as folhas, as frutas, os cereais e as carnes o que farão de nosso amiguinho um adulto forte e saudável. Deverá ser escolhido um veterinário, que nos ajude nesta caminha junto de nosso amigo de quatro patas. Esta escolha deverá ser bastante criteriosa. Quanto a prevenção de enfermidades apartir do uso de vacinas, é um assunto delicado. Todas vez que vacinamos um ser vivo, o adoecemos artificialmente para que o organismo responda com o aumento de células de defesa, hipertrofia do sistema imunológico, trazendo problemas orgânicos indesejáveis e por vezes perigosos. As vacinas são um mal, que podem ser necessárias, pois sabemos que em nosso país temos uma série de doenças muito nocivas, e de grande capacidade propagativa, não só para os animais como para o próprio homem. Justificamos aí o emprego criterioso de vacinas, baseado nas seguintes premissas:
não aplicar vacinas simultaneamente (vacina contra várias doenças ao
ao mesmo tempo)
não vacinar contra doenças inexistentes na sua região.
não vacinar animais doentes ou debilitados.
A relação com um animalzinho é bastante enriquecedora, pois a todo o momento estamos nos confrontando com as diferenças e os limites, podendo assim exercitar nossa sensibilidade e respeito por um ser que ocupa um lugar diferente que o nosso na escala biológica, mas não menos importante. Criar é um gesto de amor a vida.
Criar é assumir a responsabilidade de ajudar esse animalzinho a ser o que ele deve ser. O gato, um verdadeiro felino. O cão, um cão. O verdadeiro amor está neste caso, em reconhecer que o transformar deste ser num filho, o estaremos desviando de sua meta, do seu objetivo de vida, o motivo pelo qual foi criado. Amar é reconhecer e respeitar a individualidade e a identidade de nosso companheiro. Assim toda vez que impedimos o animal de expressar sua sexualidade, instintividade, e de seguir seu destino quanto espécie, raça estaremos promovendo o rompimento de seu equilíbrio energético e o mesmo adoece; pois a doença é o desequilíbrio da força vital, elemento imaterial universal que se manifesta em todos os seres vivos lhes dando forma, identidade e vida. Reconhecendo e valorizando a instintividade de nosso filhote estaremos prevenindo-o de uma série de enfermidades.
A alimentação deve ser sempre fresca, incluindo os vegetais, as folhas, as frutas, os cereais e as carnes o que farão de nosso amiguinho um adulto forte e saudável. Deverá ser escolhido um veterinário, que nos ajude nesta caminha junto de nosso amigo de quatro patas. Esta escolha deverá ser bastante criteriosa. Quanto a prevenção de enfermidades apartir do uso de vacinas, é um assunto delicado. Todas vez que vacinamos um ser vivo, o adoecemos artificialmente para que o organismo responda com o aumento de células de defesa, hipertrofia do sistema imunológico, trazendo problemas orgânicos indesejáveis e por vezes perigosos. As vacinas são um mal, que podem ser necessárias, pois sabemos que em nosso país temos uma série de doenças muito nocivas, e de grande capacidade propagativa, não só para os animais como para o próprio homem. Justificamos aí o emprego criterioso de vacinas, baseado nas seguintes premissas:
não aplicar vacinas simultaneamente (vacina contra várias doenças ao
ao mesmo tempo)
não vacinar contra doenças inexistentes na sua região.
não vacinar animais doentes ou debilitados.
A relação com um animalzinho é bastante enriquecedora, pois a todo o momento estamos nos confrontando com as diferenças e os limites, podendo assim exercitar nossa sensibilidade e respeito por um ser que ocupa um lugar diferente que o nosso na escala biológica, mas não menos importante. Criar é um gesto de amor a vida.
Educação do filhote, como entendê-la melhor
Antropomorfismo, do dicionário Aurélio de língua portuguesa, significa a aplicação de algum domínio da realidade social, biológica ou física da linguagem ou conceitos próprios do homem inclusive de seu comportamento e o cinemorfismo é exatamente o inverso ou seja, a aplicação de domínio da realidade social, biológica ou física de linguagem ou conceitos próprios de cão ou de seu comportamento.
Por exemplo: quando um cão com um osso na boca ameaça um observador humano, na verdade imagina que essa pessoa deseja seu osso enlameado e pegajoso, fazendo assim faz uso de valores caninos, ou cinemorfismo.
Os cães são animais sociais cuja sociedade é regida por uma série de comportamentos a base instintiva e o homem é um animal humanizado, social e sua sociedade é regida por leis morais.
Porém, o problema é que no decorrer de um ano, o cão se desenvolve nas mesmas proporções que um humano se desenvolve em vinte anos, portanto a evolução é vinte vezes mais rápida, tanto no crescimento corpóreo quanto de comportamento e, portanto, o erro na criação de um filhote, por menor que seja, é vinte vezes mais grave do que o erro nos humanos.
As crianças conversam por movimentos, posturas e palavras, enquanto que os cães não tem uma linguagem verbal. O homem tem deixado de lado muito deste tipo de sentido do animal em troca do desenvolvimento da aprendizagem por palavras, mas continua esperando que o companheiro cão entenda palavras e situações, inclusive as punições, tão facilmente como fazem as crianças.
O cão fala através do corpo e de vocalizações como latir, gemer, chorar, etc., que muitas vezes não são compreendidas por nós, para expressar seus desejos ou insafisfações, sua dominância ou sua submissão.
Se você o deixar sozinho, ele pode urinar em seu tapete por reprovação (dominância) e se você se zangar, talvez ele urine nele, tremendo e com o rabo entre as pernas por medo (submissão). Uma mesma ação assume significados totalmente diferentes. Será que entenderíamos isto?
Para o cão, as eliminações corporais são uma manifestação do mais alto nível, elas o informam sobre sexo, idade, hora e o momento do indivíduo que passou.
Os maus tratos num filhote se repercutem em sua personalidade e em seu comportamento pelo resto da sua vida, exatamente como em uma criança, assim como isolamento e a falta de socialização. Isto conduz a problemas de comportamento sérios e que, infelizmente, são muito freqüentes.
Entretanto o antropomorfismo e seu erro mais freqüente é a associação de atitudes animais com posturas humanas. O cão que olha de lado abaixando a cabeça para evitar de olhar no rosto de seu dono dá a impressão de provar remorso por uma ação na qual ele se sinta culpado.
Se o proprietário vê em seguida as flores do jardim reviradas ou os livros rasgados, irá logo ligar os fatos: meu cachorro agiu mal e sabe disto. Porém não é bem assim, um cão que não é punido dentro dos dez segundos que seguem um ato repreensível, perde a consciência ou a memória de que acaba de fazer algo errado, pois já estará completamente ocupado com uma nova atividade.
Seu comportamento é na verdade uma manifestação de submissão por antecipação. Ele espera a punição que irá receber porque você voltou e não porque as flores estão espalhadas pelo jardim ou os livros estragados. Ele associa a punição com a seu regresso e não com a ação que ele cometeu impunemente.
Nos filhotes, assim como nas crianças, a consciência e o sentido do dever não são naturais. Os pais são essencialmente responsáveis pelo sentido moral e educação de suas crianças, que neste caso, se realiza principalmente por imitação. No cão isto também pode acontecer, mas ele agirá desta forma na medida em que isso o divertir ou for proveitoso.
A educação do cão progredirá na medida em que seus instintos forem equilibrados com as leis morais da sociedade e isto é feito por nós.
Um cão não quer ser tratado como um humano, porém o mesmo cão espera que nós sejamos como ele, que participemos de atividades em grupo, que brinquemos, que cacemos juntos e que durmamos no mesmo lugar que ele.
"O CÃO NÃO É 'QUASE HUMANO' E NÃO CONHEÇO MAIOR INSULTO À RAÇA CANINA DO QUE DESCRÊVE-LA DE TAL MANEIRA"
Por exemplo: quando um cão com um osso na boca ameaça um observador humano, na verdade imagina que essa pessoa deseja seu osso enlameado e pegajoso, fazendo assim faz uso de valores caninos, ou cinemorfismo.
Os cães são animais sociais cuja sociedade é regida por uma série de comportamentos a base instintiva e o homem é um animal humanizado, social e sua sociedade é regida por leis morais.
Porém, o problema é que no decorrer de um ano, o cão se desenvolve nas mesmas proporções que um humano se desenvolve em vinte anos, portanto a evolução é vinte vezes mais rápida, tanto no crescimento corpóreo quanto de comportamento e, portanto, o erro na criação de um filhote, por menor que seja, é vinte vezes mais grave do que o erro nos humanos.
As crianças conversam por movimentos, posturas e palavras, enquanto que os cães não tem uma linguagem verbal. O homem tem deixado de lado muito deste tipo de sentido do animal em troca do desenvolvimento da aprendizagem por palavras, mas continua esperando que o companheiro cão entenda palavras e situações, inclusive as punições, tão facilmente como fazem as crianças.
O cão fala através do corpo e de vocalizações como latir, gemer, chorar, etc., que muitas vezes não são compreendidas por nós, para expressar seus desejos ou insafisfações, sua dominância ou sua submissão.
Se você o deixar sozinho, ele pode urinar em seu tapete por reprovação (dominância) e se você se zangar, talvez ele urine nele, tremendo e com o rabo entre as pernas por medo (submissão). Uma mesma ação assume significados totalmente diferentes. Será que entenderíamos isto?
Para o cão, as eliminações corporais são uma manifestação do mais alto nível, elas o informam sobre sexo, idade, hora e o momento do indivíduo que passou.
Os maus tratos num filhote se repercutem em sua personalidade e em seu comportamento pelo resto da sua vida, exatamente como em uma criança, assim como isolamento e a falta de socialização. Isto conduz a problemas de comportamento sérios e que, infelizmente, são muito freqüentes.
Entretanto o antropomorfismo e seu erro mais freqüente é a associação de atitudes animais com posturas humanas. O cão que olha de lado abaixando a cabeça para evitar de olhar no rosto de seu dono dá a impressão de provar remorso por uma ação na qual ele se sinta culpado.
Se o proprietário vê em seguida as flores do jardim reviradas ou os livros rasgados, irá logo ligar os fatos: meu cachorro agiu mal e sabe disto. Porém não é bem assim, um cão que não é punido dentro dos dez segundos que seguem um ato repreensível, perde a consciência ou a memória de que acaba de fazer algo errado, pois já estará completamente ocupado com uma nova atividade.
Seu comportamento é na verdade uma manifestação de submissão por antecipação. Ele espera a punição que irá receber porque você voltou e não porque as flores estão espalhadas pelo jardim ou os livros estragados. Ele associa a punição com a seu regresso e não com a ação que ele cometeu impunemente.
Nos filhotes, assim como nas crianças, a consciência e o sentido do dever não são naturais. Os pais são essencialmente responsáveis pelo sentido moral e educação de suas crianças, que neste caso, se realiza principalmente por imitação. No cão isto também pode acontecer, mas ele agirá desta forma na medida em que isso o divertir ou for proveitoso.
A educação do cão progredirá na medida em que seus instintos forem equilibrados com as leis morais da sociedade e isto é feito por nós.
Um cão não quer ser tratado como um humano, porém o mesmo cão espera que nós sejamos como ele, que participemos de atividades em grupo, que brinquemos, que cacemos juntos e que durmamos no mesmo lugar que ele.
"O CÃO NÃO É 'QUASE HUMANO' E NÃO CONHEÇO MAIOR INSULTO À RAÇA CANINA DO QUE DESCRÊVE-LA DE TAL MANEIRA"
COMO CUIDAR DO SEU CÃOZINHO
A saúde de seu animal depende muito da alimentação que lhe for dada.
De 1 à 2 meses:
3 refeições líquidas
leite Nan - ou qualquer similar para alimentação de lactentes, ou filhotinhos,
farinhas infantis - Neston, Farinha Láctea, Mucilon, etc
frutas - exceto as cítricas
3 refeições pastosas
ração para filhotes,
carne magra moída - crua ou levemente cozida
legumes e verduras cozidos com tempero discreto - exceto os legumes brancos (pode ser sopinha infantil)
Obs:
uma vez por semana substituir a carne por miúdos cozidos
uma vez por semana colocar na comida uma gema de ovo crua
De 2 à 4 meses:
2 refeições líquidas
substituindo o leite de lactente por leite Longa Vida com Baixo Teor de Lactose.
2 refeições pastosas
ração para filhotes
carne crua ou cozida, variar o tipo de carne (pode ser de vaca, frango sem osso, miúdos ou peixe)
legumes e verduras cozidos
gema de ovo crua - 2 vezes por semana
De 4 à 7 meses:
que deverão ser à base de ração
Obs.: gradativamente vai-se aumentando a quantidade de ração e diminuindo os complementos, de modo que o filhote se acostume à ração seca. Se ele já come bem a ração, não há necessidade de nenhum tipo de complemento (carne, legumes, etc).
De 1 à 2 meses:
3 refeições líquidas
leite Nan - ou qualquer similar para alimentação de lactentes, ou filhotinhos,
farinhas infantis - Neston, Farinha Láctea, Mucilon, etc
frutas - exceto as cítricas
3 refeições pastosas
ração para filhotes,
carne magra moída - crua ou levemente cozida
legumes e verduras cozidos com tempero discreto - exceto os legumes brancos (pode ser sopinha infantil)
Obs:
uma vez por semana substituir a carne por miúdos cozidos
uma vez por semana colocar na comida uma gema de ovo crua
De 2 à 4 meses:
2 refeições líquidas
substituindo o leite de lactente por leite Longa Vida com Baixo Teor de Lactose.
2 refeições pastosas
ração para filhotes
carne crua ou cozida, variar o tipo de carne (pode ser de vaca, frango sem osso, miúdos ou peixe)
legumes e verduras cozidos
gema de ovo crua - 2 vezes por semana
De 4 à 7 meses:
que deverão ser à base de ração
Obs.: gradativamente vai-se aumentando a quantidade de ração e diminuindo os complementos, de modo que o filhote se acostume à ração seca. Se ele já come bem a ração, não há necessidade de nenhum tipo de complemento (carne, legumes, etc).
Alimentação das cadelas durante a gestação
Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.
A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.
A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.
Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.
Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.
A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.
Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.
A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.
A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.
Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.
Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.
A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.
Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.
Como cortar a unha de um Cão
Unhas bem cortadas são de fundamental importância no acabamento do trimming de um cão, podendo muitas vezes melhorar a aprarência de um pé cujos dedos não sejam muito bem arqueados.
Independente disto, dá um aspecto mais limpo e possibilita melhor movimentação do animal (unhas muito grandes podem prejudicar o movimento e até causar algum defeito no caso de cães em fase de crescimento).
Veja na figura abaixo onde deve ser realizado o corte da unha. A área pontilhada embaixo da unha é tecido vivo com sangue e nervos e é chamada de sabugo, ou leito da unha. Corte diagonalmente na unha somente alguns poucos milímitros. Em caso de dúvida, peça a seu veterinário para fazer isto por você.
Como Banhar e Secar o meu Cão Passo a Passo
É muito importante dar banho em seu cachorro para livrá-lo de parasitas de pêlo ou simplesmente para eliminar a sujeira.
O banho deve ser dado com água morna se estiver frio e com água quase fria se estiver calor. Água quente resseca o pêlo e tira o brilho. Além de, eventualmente, causar problemas de saúde como gripes fortes ou pneumonias em razão de uma mudança brusca de temperatura.
Você deve utilizar xampu próprio para cães ou neutros, os mesmos utilizados para bebês.
Antes de iniciar o banho lembre-se de ter próximo a você: xampu; creme rinse (se for utilizar); toalha e uma coleira para prender o animal, se a banheira ou o tanque for raso, evitando, assim, algum acidente.
Siga as setas e veja como banhar e secar o seu cachorro em 16 quadros.
O banho deve ser dado com água morna se estiver frio e com água quase fria se estiver calor. Água quente resseca o pêlo e tira o brilho. Além de, eventualmente, causar problemas de saúde como gripes fortes ou pneumonias em razão de uma mudança brusca de temperatura.
Você deve utilizar xampu próprio para cães ou neutros, os mesmos utilizados para bebês.
Antes de iniciar o banho lembre-se de ter próximo a você: xampu; creme rinse (se for utilizar); toalha e uma coleira para prender o animal, se a banheira ou o tanque for raso, evitando, assim, algum acidente.
Siga as setas e veja como banhar e secar o seu cachorro em 16 quadros.
Características do AKITA
A escovação é importante para manter o pelo do Akita sempre bonito, principalmente na época da troca, onde o subpêlo e o pelo morto devem ser retirados.
Sua pelagem é semi longa, mas não causa maiores problemas. Os banhos devem ser dados ao menos 1 vez por mês. A limpeza dos ouvidos deve ser feitas à cada 15 dias.
PADRÃO - FCI-255 b (Manual de Exposição da Confederação Brasileira de Cinofilia - Bruno Tausz)
ASPECTO GERAL: de porte grande, construção sólida, bem proporcionado e substancioso, características de sexualidade bem definidas, com uma figura de elevada nobreza e dignidade em sua modéstia; valentão por constituição.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: a relação de proporção entre a altura na cernelha e o comprimento do tronco é 10:11, sendo, nas fêmeas, ligeiramente mais longo.
TEMPERAMENTO E COMPORTAMENTO: decidido, fiel, dócil e receptivo. CABEÇA: crânio proporcional ao tronco. Testa larga com um stop bem definido e um sulco sagital bem visível mas, sem rugas. Bochechas, moderadamente, desenvolvidas. A cana nasal é reta com a trufa volumosa e preta, sendo admitida a trufa cor de carne para os exemplares brancos. Focinho de comprimento moderado, largo na raiz, diminuindo sem ser bicudo. Os lábios são bem fechados. Os dentes, fortes articulados em tesoura.
OLHOS: relativamente pequenos, triangulares, bem separados, de cor marrom escura. Melhor a cor mais escura.
ORELHAS: relativamente pequenas, grossas e triangulares, ligeiramente inclinada para a frente e eretas e inclinadas para frente, moderadamente separadas e sutilmente arredondada nas pontas.
PESCOÇO: grosso e musculoso, sem barbela e proporcional à cabeça.
TRONCO: dorso reto e forte. Lombo largo e musculoso. Peito profundo e antepeito bem desenvolvido. Costelas moderadamente arqueadas e o ventre bem recolhido.
CAUDA: de inserção alta, grossa e portada sempre bem enroscada sobre o dorso. Se for esticada, a ponta quase toca o jarrete.
MEMBROS ANTERIORES: ombros moderadamente inclinados e desenvolvidos, membros retos e boa ossatura, cotovelos bem ajustados.
MEMBROS POSTERIORES: bem desenvolvidos, fortes e, moderadamente, angulados. PATAS: fortes, redondas, arqueadas e compactas.
MOVIMENTAÇÃO: elástica e potente.
PELAGEM: pêlo duro e reto, com um subpêlo macio e denso; a cernelha e a garupa são revestidos com uma pelagem ligeiramente mais longa; os pêlos da cauda são ligeiramente mais longos.
COR: ruivo (vermelho), sésamo (gergelim), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter "URAJIRO". (URAJIRO = pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo e no pescoço, no peito, toda a linha inferior e face medial dos membros).
TALHE: altura na cernelha: machos 67 cm. fêmeas 61 cm. Com uma tolerância de, mais ou menos, 3 cm.
FALTAS:
qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Máscara preta deve ser considerado falta.
Manchas brancas são toleradas, mas a ausência delas é preferível.
Medo.
Prognatismo superior ou inferior.
Língua manchada.
Características de sexualidade reversas.
Íris de cor clara.
Falta de dentes.
Cauda curta.
DESQUALIFICAÇÕES:
Orelhas caídas ou semicaídas.
Cauda pendente.
Pêlos longos (peludo).
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Sua pelagem é semi longa, mas não causa maiores problemas. Os banhos devem ser dados ao menos 1 vez por mês. A limpeza dos ouvidos deve ser feitas à cada 15 dias.
PADRÃO - FCI-255 b (Manual de Exposição da Confederação Brasileira de Cinofilia - Bruno Tausz)
ASPECTO GERAL: de porte grande, construção sólida, bem proporcionado e substancioso, características de sexualidade bem definidas, com uma figura de elevada nobreza e dignidade em sua modéstia; valentão por constituição.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: a relação de proporção entre a altura na cernelha e o comprimento do tronco é 10:11, sendo, nas fêmeas, ligeiramente mais longo.
TEMPERAMENTO E COMPORTAMENTO: decidido, fiel, dócil e receptivo. CABEÇA: crânio proporcional ao tronco. Testa larga com um stop bem definido e um sulco sagital bem visível mas, sem rugas. Bochechas, moderadamente, desenvolvidas. A cana nasal é reta com a trufa volumosa e preta, sendo admitida a trufa cor de carne para os exemplares brancos. Focinho de comprimento moderado, largo na raiz, diminuindo sem ser bicudo. Os lábios são bem fechados. Os dentes, fortes articulados em tesoura.
OLHOS: relativamente pequenos, triangulares, bem separados, de cor marrom escura. Melhor a cor mais escura.
ORELHAS: relativamente pequenas, grossas e triangulares, ligeiramente inclinada para a frente e eretas e inclinadas para frente, moderadamente separadas e sutilmente arredondada nas pontas.
PESCOÇO: grosso e musculoso, sem barbela e proporcional à cabeça.
TRONCO: dorso reto e forte. Lombo largo e musculoso. Peito profundo e antepeito bem desenvolvido. Costelas moderadamente arqueadas e o ventre bem recolhido.
CAUDA: de inserção alta, grossa e portada sempre bem enroscada sobre o dorso. Se for esticada, a ponta quase toca o jarrete.
MEMBROS ANTERIORES: ombros moderadamente inclinados e desenvolvidos, membros retos e boa ossatura, cotovelos bem ajustados.
MEMBROS POSTERIORES: bem desenvolvidos, fortes e, moderadamente, angulados. PATAS: fortes, redondas, arqueadas e compactas.
MOVIMENTAÇÃO: elástica e potente.
PELAGEM: pêlo duro e reto, com um subpêlo macio e denso; a cernelha e a garupa são revestidos com uma pelagem ligeiramente mais longa; os pêlos da cauda são ligeiramente mais longos.
COR: ruivo (vermelho), sésamo (gergelim), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter "URAJIRO". (URAJIRO = pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo e no pescoço, no peito, toda a linha inferior e face medial dos membros).
TALHE: altura na cernelha: machos 67 cm. fêmeas 61 cm. Com uma tolerância de, mais ou menos, 3 cm.
FALTAS:
qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Máscara preta deve ser considerado falta.
Manchas brancas são toleradas, mas a ausência delas é preferível.
Medo.
Prognatismo superior ou inferior.
Língua manchada.
Características de sexualidade reversas.
Íris de cor clara.
Falta de dentes.
Cauda curta.
DESQUALIFICAÇÕES:
Orelhas caídas ou semicaídas.
Cauda pendente.
Pêlos longos (peludo).
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Akita: Estilo Cada Vez Mais Oriental
Akita, símbolo nacional nipônico, há muito é admirado no mundo por suas qualidades. Saiba por que trabalha-se para deixá-lo mais oriental.
Entre os cães árticos - aqueles que vêm das regiões frias e têm pelagem densa, orelhas pequenas e cauda espessa enrolada ou caída sobre a garupa -, o Akita é o que mais se destacou no Brasil como guardião. Tem admiradores em toda a parte por seu temperamento alerta e reservado com estranhos, silencioso, discreto e agressivo quando necessário. É também companheiro sensível, inteligente e devotado a família.
Seus ancestrais de tipo "spitz" (de focinho afilado e aspecto físico que lembra a raposa) vieram da Coréia, Sibéria e China há mais de 2 mil anos. Desde lá, foram feitos cruzamentos, inclusive para adequá-lo às atividades exercidas conforme a época e a região, tornando-o o cão de maior porte do Japão. Foi caçador de javalis e ursos, guarda de grandes propriedades e lutador em rinhas com outros cães. Sabe-se que cruzou com molossos, a partir de 1900, para adquirir maior robustez e potência de mordedura. Seu temperamento foi moldado ao gosto do povo e da cultura japonesa. Tornou-se, assim, uma de suas tradições, muito querido, símbolo de boa-sorte, conhecido como o cão dos Samurais.
No início deste século, os japoneses interessaram-se em recuperar a pureza de suas raças caninas. Em 1931, encontraram exemplares satisfatórios deste cão de porte grande na região de Akita, vindo daí seu atual nome. Um ano após, o Akita foi elevado a "Monumento Nacional" e, em 1934, teve seu primeiro padrão oficial, com a fundação do Akita Ken Hozonkai (Associação de Preservação da raça Akita), passando a ser criado nos moldes da moderna cinofilia.
Durante a 2ª Guerra, o trabalho teve que ser interrompido. Muitos cães foram eliminados e, dos poucos Akitas que restaram, a maioria mesclou-se novamente, inclusive com Pastores Alemães usados pelos militares, apresentando características atípicas, como máscara negra, pelagem com grandes manchas, corpo comprido, orelha grande e em pé. Desde lá, trabalhou-se para retornar à antiga expressão da raça, acrescentar agilidade e elegância à sua robustez e eliminar as cores não típicas. O Japan Kennel Club alterou, há alguns anos, o padrão oficial, que foi repassado ao Brasil e demais países filiados à FCI-Federação Cinológica lnternacional, em 1991. Nele, a pelagem longa é falta grave desqualificante, a máscara negra falta simples e as marcações de pelagem sobre fundo branco são apenas toleradas, preferindo-se sua ausência.
Deste trabalho surgiu uma minoria de exemplares leves demais, com o focinho mais longo e afilado ou pelagem longa ou curta demais e menos densa. Corrigir isso é o atual desafio dos criadores criteriosos.
No mundo, quem mais criou Akitas no ano passado foram os Estados Unidos, com 11.574 exemplares registrados em 1993 (o Japão veio em seguida com cerca de 10.000 exemplares). Eles chegaram aos EUA após a guerra, levados inclusive por soldados que dela retomavam. Eram Akitas com características típicas daquela época, mantidas até hoje e reforçadas pelos americanos, a ponto de estarem muito diferentes dos japoneses.
O porte, descrito por ambos os padrões como grande e bem balanceado, é mais alto e robusto pelo AKC-American Kennel Club que determina altura de 71 cm e desqualifica se tiver menos de 64 cm, contra os 67 cm da FCI que permite 3 cm a mais ou a menos. Ainda, o AKC é mais rígido desqualificando tamanhos abaixo do padrão e considerando falta grave os magros ou com ossaturas leves. Este tipo de penalização não existe pela FCI.
Boa parte da criação americana tem máscara preta, apreciada por dar uma aparência intimidatória. Os malhados, em baixa no Japão, são os preferidos pelos americanos (grandes manchas uniformemente distribuídas sobre fundo branco, cobrindo a cabeça e mais de um terço do corpo, define o AKC). A maioria dos Akitas japoneses são vermelhos. Nos EUA são minoria.
Porém, se por um lado os americanos tem físico mais poderoso, por outro perdem em temperamento de guarda. "Não recomendo o Akita para a guarda", diz Susan L. Duncan, vice-presidente do Akita Club of America. A criadora americana Linda Wilvaington do Daikoku Akitas Kennel de Columbia-KY, que cria ambos os tipos, compara: "o japonês é excelente guardião, percebe imediatamente uma tentativa de agressão e impede-a. O americano perdeu em parte a habilidade para o trabalho, ficou mais frouxo. Há os bons para a guarda, os agressivos demais e os excessivamente mansos. A linhagem japonesa aprende mais rápido, é mais ágil e apesar de sua estrutura menor e dos machos serem menos másculos, gosto da sua agilidade, da firmeza, da aparência e da cara mais amigável e sorridente. Considero que o tipo físico e o temperamento devem ser a prioridade do criador e que a questão das cores é secundária. Apesar da máscara preta e do malhado serem sinais de impureza, acho-as bonitas e nem são falta desqualificante".
A maioria dos criadores está satisfeita com o padrão atual. "Na Itália, onde julguei há pouco, só existem Akitas japoneses e, na última exposição mundial de Berna, Suíça, prevalecia o tipo japonês sem máscara nem malhado. Eram bonitos e de bom porte", relata Anita Soares, vice-presidente do Clube Paulista do Akita, juíza e criadora pelo Canil Antique's Place de São Paulo-SP.
Há quem prefira o Akita criado há alguns anos. "Quando comecei com o Akita em 1983, escolhi a linhagem japonesa. Agora, acho que a altura e a robustez diminuíram. Vejo exemplares peludos e sei de outros barulhentos ou medrosos. Hoje, o Akita americano me parece mais adaptado ao que o padrão exige", opina Gervásio Lourenço Jr. do White Feet Kennel, São Paulo-SP.
Assegurando não ter observado redução no porte na raça, Sebastião Alves de Souza, do Akihushi Ber Kennel, de Fortaleza-CE comenta que "o Akita deve ter porte respeitável. Para mim o americano é grande demais". Beth Uebe e Luiz Antonio Castino, do Daphine Star Kennel de Belo Horizonte-MG, criadores da linhagem japonesa há anos confirmam que o Akita é silencioso e que seu instinto de guarda continua apurado. Tanto que Beth completa "no prédio em que moramos me chamam de "criadora dos cães mudos". Takayoshi Ogata, criador há 7 anos pelo Aso Kohgen Kennel, de Salvador-BA, não tem observado alterações no temperamento da raça. "Acho necessário sangue novo no plantel nacional para melhorá-lo ainda mais. Mas o Akita continua um cão de um dono só, guarda eficiente e equilibrado, que adora as crianças".
Resumindo, o presidente do Clube Paulista do Akita, Kishiro Maki, juiz e proprietário do Canil Shirakaba de São Paulo-SP, que vem trabalhando para divulgar a tipicidade da raça, explica que "pelo novo padrão, o Akita deve ser de porte grande, vigorosamente constituído, bem balanceado, com muita substância e robusto. A altura não mudou. Deve ser leal, dócil e receptivo, mas sempre alerta, mesmo que não o demonstre, e só deve latir em casos extremos. Não pode permitir que um estranho o toque sem autorização e atacará imediatamente um agressor. Pêlos longos são falta desqualificante. Os problemas citados anteriormente são minoria e os criadores estão atentos para superá-los".
Entre os cães árticos - aqueles que vêm das regiões frias e têm pelagem densa, orelhas pequenas e cauda espessa enrolada ou caída sobre a garupa -, o Akita é o que mais se destacou no Brasil como guardião. Tem admiradores em toda a parte por seu temperamento alerta e reservado com estranhos, silencioso, discreto e agressivo quando necessário. É também companheiro sensível, inteligente e devotado a família.
Seus ancestrais de tipo "spitz" (de focinho afilado e aspecto físico que lembra a raposa) vieram da Coréia, Sibéria e China há mais de 2 mil anos. Desde lá, foram feitos cruzamentos, inclusive para adequá-lo às atividades exercidas conforme a época e a região, tornando-o o cão de maior porte do Japão. Foi caçador de javalis e ursos, guarda de grandes propriedades e lutador em rinhas com outros cães. Sabe-se que cruzou com molossos, a partir de 1900, para adquirir maior robustez e potência de mordedura. Seu temperamento foi moldado ao gosto do povo e da cultura japonesa. Tornou-se, assim, uma de suas tradições, muito querido, símbolo de boa-sorte, conhecido como o cão dos Samurais.
No início deste século, os japoneses interessaram-se em recuperar a pureza de suas raças caninas. Em 1931, encontraram exemplares satisfatórios deste cão de porte grande na região de Akita, vindo daí seu atual nome. Um ano após, o Akita foi elevado a "Monumento Nacional" e, em 1934, teve seu primeiro padrão oficial, com a fundação do Akita Ken Hozonkai (Associação de Preservação da raça Akita), passando a ser criado nos moldes da moderna cinofilia.
Durante a 2ª Guerra, o trabalho teve que ser interrompido. Muitos cães foram eliminados e, dos poucos Akitas que restaram, a maioria mesclou-se novamente, inclusive com Pastores Alemães usados pelos militares, apresentando características atípicas, como máscara negra, pelagem com grandes manchas, corpo comprido, orelha grande e em pé. Desde lá, trabalhou-se para retornar à antiga expressão da raça, acrescentar agilidade e elegância à sua robustez e eliminar as cores não típicas. O Japan Kennel Club alterou, há alguns anos, o padrão oficial, que foi repassado ao Brasil e demais países filiados à FCI-Federação Cinológica lnternacional, em 1991. Nele, a pelagem longa é falta grave desqualificante, a máscara negra falta simples e as marcações de pelagem sobre fundo branco são apenas toleradas, preferindo-se sua ausência.
Deste trabalho surgiu uma minoria de exemplares leves demais, com o focinho mais longo e afilado ou pelagem longa ou curta demais e menos densa. Corrigir isso é o atual desafio dos criadores criteriosos.
No mundo, quem mais criou Akitas no ano passado foram os Estados Unidos, com 11.574 exemplares registrados em 1993 (o Japão veio em seguida com cerca de 10.000 exemplares). Eles chegaram aos EUA após a guerra, levados inclusive por soldados que dela retomavam. Eram Akitas com características típicas daquela época, mantidas até hoje e reforçadas pelos americanos, a ponto de estarem muito diferentes dos japoneses.
O porte, descrito por ambos os padrões como grande e bem balanceado, é mais alto e robusto pelo AKC-American Kennel Club que determina altura de 71 cm e desqualifica se tiver menos de 64 cm, contra os 67 cm da FCI que permite 3 cm a mais ou a menos. Ainda, o AKC é mais rígido desqualificando tamanhos abaixo do padrão e considerando falta grave os magros ou com ossaturas leves. Este tipo de penalização não existe pela FCI.
Boa parte da criação americana tem máscara preta, apreciada por dar uma aparência intimidatória. Os malhados, em baixa no Japão, são os preferidos pelos americanos (grandes manchas uniformemente distribuídas sobre fundo branco, cobrindo a cabeça e mais de um terço do corpo, define o AKC). A maioria dos Akitas japoneses são vermelhos. Nos EUA são minoria.
Porém, se por um lado os americanos tem físico mais poderoso, por outro perdem em temperamento de guarda. "Não recomendo o Akita para a guarda", diz Susan L. Duncan, vice-presidente do Akita Club of America. A criadora americana Linda Wilvaington do Daikoku Akitas Kennel de Columbia-KY, que cria ambos os tipos, compara: "o japonês é excelente guardião, percebe imediatamente uma tentativa de agressão e impede-a. O americano perdeu em parte a habilidade para o trabalho, ficou mais frouxo. Há os bons para a guarda, os agressivos demais e os excessivamente mansos. A linhagem japonesa aprende mais rápido, é mais ágil e apesar de sua estrutura menor e dos machos serem menos másculos, gosto da sua agilidade, da firmeza, da aparência e da cara mais amigável e sorridente. Considero que o tipo físico e o temperamento devem ser a prioridade do criador e que a questão das cores é secundária. Apesar da máscara preta e do malhado serem sinais de impureza, acho-as bonitas e nem são falta desqualificante".
A maioria dos criadores está satisfeita com o padrão atual. "Na Itália, onde julguei há pouco, só existem Akitas japoneses e, na última exposição mundial de Berna, Suíça, prevalecia o tipo japonês sem máscara nem malhado. Eram bonitos e de bom porte", relata Anita Soares, vice-presidente do Clube Paulista do Akita, juíza e criadora pelo Canil Antique's Place de São Paulo-SP.
Há quem prefira o Akita criado há alguns anos. "Quando comecei com o Akita em 1983, escolhi a linhagem japonesa. Agora, acho que a altura e a robustez diminuíram. Vejo exemplares peludos e sei de outros barulhentos ou medrosos. Hoje, o Akita americano me parece mais adaptado ao que o padrão exige", opina Gervásio Lourenço Jr. do White Feet Kennel, São Paulo-SP.
Assegurando não ter observado redução no porte na raça, Sebastião Alves de Souza, do Akihushi Ber Kennel, de Fortaleza-CE comenta que "o Akita deve ter porte respeitável. Para mim o americano é grande demais". Beth Uebe e Luiz Antonio Castino, do Daphine Star Kennel de Belo Horizonte-MG, criadores da linhagem japonesa há anos confirmam que o Akita é silencioso e que seu instinto de guarda continua apurado. Tanto que Beth completa "no prédio em que moramos me chamam de "criadora dos cães mudos". Takayoshi Ogata, criador há 7 anos pelo Aso Kohgen Kennel, de Salvador-BA, não tem observado alterações no temperamento da raça. "Acho necessário sangue novo no plantel nacional para melhorá-lo ainda mais. Mas o Akita continua um cão de um dono só, guarda eficiente e equilibrado, que adora as crianças".
Resumindo, o presidente do Clube Paulista do Akita, Kishiro Maki, juiz e proprietário do Canil Shirakaba de São Paulo-SP, que vem trabalhando para divulgar a tipicidade da raça, explica que "pelo novo padrão, o Akita deve ser de porte grande, vigorosamente constituído, bem balanceado, com muita substância e robusto. A altura não mudou. Deve ser leal, dócil e receptivo, mas sempre alerta, mesmo que não o demonstre, e só deve latir em casos extremos. Não pode permitir que um estranho o toque sem autorização e atacará imediatamente um agressor. Pêlos longos são falta desqualificante. Os problemas citados anteriormente são minoria e os criadores estão atentos para superá-los".
Akita: Um Jeito Único de Fazer a Guarda
O Akita é uma alternativa eficaz na guarda de qualquer tipo de ambiente. Desconfiado e muito tranqüilo, segundo os criadores ele pode até ser criado em pequenos espaços com sucesso.
Devido ao crescimento vertiginoso da violência, a presença de um cão de guarda é um alívio. Ainda mais se este cão for um Akita, uma raça que, além de limpa e asseada, é ainda discreta e silenciosa.
Provavelmente em virtude dessas características, ele é criado em grandes e pequenos espaços, comportando-se satisfatoriamente até mesmo em apartamentos, pois conquista a simpatia até dos vizinhos.
A raça costuma latir apenas quando pressente algo suspeito. Sua maneira silenciosa é oriunda da cultura nipônica. No Japão (país de origem da raça) antigo as casas eram feitas de madeira e finas folhas de papel de arroz. Assim, qualquer ruído era compartilhado pela vizinhança. Nesse sentido, era fundamental que os animais fizessem pouco barulho para não incomodar os vizinhos. Apreciadores dessa forma silenciosa, os japoneses selecionaram os cães menos barulhentos para aprimorar a raça. A criadora Maria Luiza da Silva Ferrari, do Mara's Kennel (Barretos-SP), conta que teve uma cadela, Bruna, que nunca latiu durante os 8 anos em que viveu. Até os últimos minutos de sua vida, quando sentia fortes dores, Bruna permaneceu calada.
A criadora Maria Elizabeth Dutra Uebe, do Daphine Star Kennel (Belo Horizonte-MG), que cria três Akitas em seu apartamento, diz que seus cães não lhe dão trabalho nem incomodam as pessoas. Ela nunca recebeu uma reclamação. Os vizinhos gostam muito deles. Certa ocasião, um ladrão assaltou um dos apartamentos do prédio de Beth. A notícia se espalhou rapidamente. Curiosamente, antes de Beth saber o que acontecera, sua cadela Daphine já estava fazendo a guarda na porta do apartamento, de modo que não deixava ninguém entrar. Daphine pressentira algo errado no ar. Naquele dia, a cadela acabou ajudando a polícia a seguir a pista do invasor.
Outra herança da cultura oriental é o temperamento reservado. "O Akita dificilmente faz amizade com qualquer pessoa. Mas, depois que seu coração for conquistado, torna-se um amigo para sempre", afirma Maria Luiza. A raça é muito desconfiada com estranhos. Um Akita só recebe bem uma pessoa se seu dono for cordial com ela. Normalmente, demora a se acostumar com desconhecidos. Assim, a aquisição de um exemplar adulto, geralmente, causa alguns problemas. Até o cão aceitar o novo dono, assumirá uma postura distante e fria, sem grandes demonstrações de afeto.
Essa reserva se mantém intacta até mesmo diante de situações em que o instinto prevaleceria. O criador Washington Jorge Parente de Oliveira, do Brasil Akita-Ken (São José dos Campos - SP), conta que, certa ocasião, levou seu cão, Butch, para passear no centro comercial da cidade. Lá uma moça ficou encantada com o cão e não tirou mais os olhos dele. O cão também a observava. Foi daí que ela resolveu dar um pedaço de carne do seu espetinho. E não é que Butch esnobou a oferta e continuou a encará-la! A moça ficou ofendida.
Como todo cão de guarda, o Akita não gosta de estranhos. Ele só os respeita quando estão na companhia de seus donos. Mesmo quando a pessoa lhe é apresentada, o Akita não se tornará seu amigo. A raça não aceita a presença de estranhos em seu território quando o dono está ausente.
Washington afirma que seus cães não gostam de afagos de estranhos, mesmo que sejam amigos seus. Quando isso ocorre, o Akita fecha os olhos em forma de fenda, abaixa as orelhas e o rabo e olha para o dono como se estivesse querendo dizer que não está gostando.
Já com as crianças, seu temperamento é mais brando. Mesmo assim não permite a presença delas em seu território na ausência das pessoas com quem convive e nem gosta que abusem da sua paciência. Solange Brandão Frota, do Canil do Vale Caledônia (Nova Friburgo-RJ) diz que, quando seus filhos estão com os amigos brincando com espadas de plástico, seus cães ficam alertas para se certificar de que não serão machucados. Quando uma criança dá uma espadada na cabeça de um dos filhos da criadora, os cães começam a rosnar. Querem dizer que já está na hora de acabar com a brincadeira.
Mesmo quando filhotes, estes cães são reservados com os desconhecidos. A raça muito cedo já demonstra suas habilidades na guarda. Maria Raquel Malevicz de Vasquez, do Glen Suilag Kennel (Piracicaba-SP), conta que deu um filhote de presente para sua prima, pois seu sítio fora assaltado muitas vezes. Um dia, o cãozinho começou a latir insistentemente. Quando a moça foi verificar, encontrou um rapaz tentando roubar o caminhão de seu pai. Logo que o indivíduo se deparou com o Akita (na época com 7 meses), começou a correr. O cão estava furioso e partira para o ataque.
Amigo do sossego, o Akita não gosta de ser perturbado nem de perturbar. Quando não quer conversa, dá um alerta com um rosnado baixinho. Muito equilibrado, não ataca pessoas ou animais a troco de nada. "Apesar de bravos, os Akitas são cães de boa natureza. Jamais atacam por trás ou sem avisar. Um dia meu Poodle estava amolando um de meus cães, que o advertiu prensando-o com o focinho no chão. Se não tivesse caráter talvez o mataria com apenas uma dentada", conta Maria Raquel.
A extrema fidelidade aos donos aliada à inegável coragem faz com que a raça seja associada à figura do Samurai - guerreiro que servia a um só senhor e por este não hesitava em dar sua própria vida. Esse cão protege seu dono e seu território por amor. Quando há um estranho por perto, ele se coloca imediatamente de prontidão na guarda. Fica observando cada movimento da pessoa, não desviando a atenção por um segundo. Se pressente algo suspeito, dá um latido rouco e baixo, em sinal de advertência. É como se impusesse um limite, o qual não deve ser ultrapassado. Caso a pessoa desrespeite esse limite, ele começa a espumar pela boca, eriça os pêlos e se arma para o ataque.
Durante o trabalho de guarda, o Akita não dorme em serviço. Trabalha essencialmente com a audição e visão. É capaz de detectar a presença de um estranho a muitos metros de distância. Se alguém invade seu território, não sossega enquanto não avisar seu dono, fazendo-o de modo discreto. Graças a esta maneira quieta e eficaz na abordagem de estranhos, existem vários casos em que os assaltantes foram pegos desprevenidos por um Akita, pois não sabiam que havia um cão por perto.
Devido ao crescimento vertiginoso da violência, a presença de um cão de guarda é um alívio. Ainda mais se este cão for um Akita, uma raça que, além de limpa e asseada, é ainda discreta e silenciosa.
Provavelmente em virtude dessas características, ele é criado em grandes e pequenos espaços, comportando-se satisfatoriamente até mesmo em apartamentos, pois conquista a simpatia até dos vizinhos.
A raça costuma latir apenas quando pressente algo suspeito. Sua maneira silenciosa é oriunda da cultura nipônica. No Japão (país de origem da raça) antigo as casas eram feitas de madeira e finas folhas de papel de arroz. Assim, qualquer ruído era compartilhado pela vizinhança. Nesse sentido, era fundamental que os animais fizessem pouco barulho para não incomodar os vizinhos. Apreciadores dessa forma silenciosa, os japoneses selecionaram os cães menos barulhentos para aprimorar a raça. A criadora Maria Luiza da Silva Ferrari, do Mara's Kennel (Barretos-SP), conta que teve uma cadela, Bruna, que nunca latiu durante os 8 anos em que viveu. Até os últimos minutos de sua vida, quando sentia fortes dores, Bruna permaneceu calada.
A criadora Maria Elizabeth Dutra Uebe, do Daphine Star Kennel (Belo Horizonte-MG), que cria três Akitas em seu apartamento, diz que seus cães não lhe dão trabalho nem incomodam as pessoas. Ela nunca recebeu uma reclamação. Os vizinhos gostam muito deles. Certa ocasião, um ladrão assaltou um dos apartamentos do prédio de Beth. A notícia se espalhou rapidamente. Curiosamente, antes de Beth saber o que acontecera, sua cadela Daphine já estava fazendo a guarda na porta do apartamento, de modo que não deixava ninguém entrar. Daphine pressentira algo errado no ar. Naquele dia, a cadela acabou ajudando a polícia a seguir a pista do invasor.
Outra herança da cultura oriental é o temperamento reservado. "O Akita dificilmente faz amizade com qualquer pessoa. Mas, depois que seu coração for conquistado, torna-se um amigo para sempre", afirma Maria Luiza. A raça é muito desconfiada com estranhos. Um Akita só recebe bem uma pessoa se seu dono for cordial com ela. Normalmente, demora a se acostumar com desconhecidos. Assim, a aquisição de um exemplar adulto, geralmente, causa alguns problemas. Até o cão aceitar o novo dono, assumirá uma postura distante e fria, sem grandes demonstrações de afeto.
Essa reserva se mantém intacta até mesmo diante de situações em que o instinto prevaleceria. O criador Washington Jorge Parente de Oliveira, do Brasil Akita-Ken (São José dos Campos - SP), conta que, certa ocasião, levou seu cão, Butch, para passear no centro comercial da cidade. Lá uma moça ficou encantada com o cão e não tirou mais os olhos dele. O cão também a observava. Foi daí que ela resolveu dar um pedaço de carne do seu espetinho. E não é que Butch esnobou a oferta e continuou a encará-la! A moça ficou ofendida.
Como todo cão de guarda, o Akita não gosta de estranhos. Ele só os respeita quando estão na companhia de seus donos. Mesmo quando a pessoa lhe é apresentada, o Akita não se tornará seu amigo. A raça não aceita a presença de estranhos em seu território quando o dono está ausente.
Washington afirma que seus cães não gostam de afagos de estranhos, mesmo que sejam amigos seus. Quando isso ocorre, o Akita fecha os olhos em forma de fenda, abaixa as orelhas e o rabo e olha para o dono como se estivesse querendo dizer que não está gostando.
Já com as crianças, seu temperamento é mais brando. Mesmo assim não permite a presença delas em seu território na ausência das pessoas com quem convive e nem gosta que abusem da sua paciência. Solange Brandão Frota, do Canil do Vale Caledônia (Nova Friburgo-RJ) diz que, quando seus filhos estão com os amigos brincando com espadas de plástico, seus cães ficam alertas para se certificar de que não serão machucados. Quando uma criança dá uma espadada na cabeça de um dos filhos da criadora, os cães começam a rosnar. Querem dizer que já está na hora de acabar com a brincadeira.
Mesmo quando filhotes, estes cães são reservados com os desconhecidos. A raça muito cedo já demonstra suas habilidades na guarda. Maria Raquel Malevicz de Vasquez, do Glen Suilag Kennel (Piracicaba-SP), conta que deu um filhote de presente para sua prima, pois seu sítio fora assaltado muitas vezes. Um dia, o cãozinho começou a latir insistentemente. Quando a moça foi verificar, encontrou um rapaz tentando roubar o caminhão de seu pai. Logo que o indivíduo se deparou com o Akita (na época com 7 meses), começou a correr. O cão estava furioso e partira para o ataque.
Amigo do sossego, o Akita não gosta de ser perturbado nem de perturbar. Quando não quer conversa, dá um alerta com um rosnado baixinho. Muito equilibrado, não ataca pessoas ou animais a troco de nada. "Apesar de bravos, os Akitas são cães de boa natureza. Jamais atacam por trás ou sem avisar. Um dia meu Poodle estava amolando um de meus cães, que o advertiu prensando-o com o focinho no chão. Se não tivesse caráter talvez o mataria com apenas uma dentada", conta Maria Raquel.
A extrema fidelidade aos donos aliada à inegável coragem faz com que a raça seja associada à figura do Samurai - guerreiro que servia a um só senhor e por este não hesitava em dar sua própria vida. Esse cão protege seu dono e seu território por amor. Quando há um estranho por perto, ele se coloca imediatamente de prontidão na guarda. Fica observando cada movimento da pessoa, não desviando a atenção por um segundo. Se pressente algo suspeito, dá um latido rouco e baixo, em sinal de advertência. É como se impusesse um limite, o qual não deve ser ultrapassado. Caso a pessoa desrespeite esse limite, ele começa a espumar pela boca, eriça os pêlos e se arma para o ataque.
Durante o trabalho de guarda, o Akita não dorme em serviço. Trabalha essencialmente com a audição e visão. É capaz de detectar a presença de um estranho a muitos metros de distância. Se alguém invade seu território, não sossega enquanto não avisar seu dono, fazendo-o de modo discreto. Graças a esta maneira quieta e eficaz na abordagem de estranhos, existem vários casos em que os assaltantes foram pegos desprevenidos por um Akita, pois não sabiam que havia um cão por perto.
Akita, Símbolo da Saúde e Felicidade
Para os japoneses, ele é o símbolo da saúde e felicidade. Criado como cão de caça nas montanhas do norte do Japão, foi também usado como animal de combate até o século passado, quando as lutas entre cães foram proibidas no Japão. Durante a II Guerra Mundial a raça quase desapareceu por completo pois o governo japonês mandou matar todos os animais que não eram utilizados pelo Exército. Somente os pastores alemães foram poupados e alguns exemplares de Akita, que os donos os esconderam. Foi só em 1960, depois de anos de trabalho árduo é que a raça, finalmente, foi recuperada. O primeiro Akita chegou ao Brasil em 1970 e nos últimos cinco anos a CBKC registrou o nascimento de muitos filhotes.
No momento, a raça Akita está sendo muito questionada no Brasil. As opiniões são muito diversificadas sobre como deve ser o tipo do Akita, e com isso creio que vamos acabar tendo o Akita Brasileiro, já que existe o Japonês e o Americano.
Toda pessoa que resolveu comprar e criar um Akita, já leu alguma coisa sobre a raça e tomou conhecimento de um pouco da historia desta, escolhida para ser o melhor companheiro. Em troca pelo que recebemos das qualidades que ela nos presenteia, nos sentimos muito envolvidos, e cada vez mais cresce o desejo de aprimorar os nossos conhecimentos para com ela.
Akita tem sua origem no Japão, quando um nobre foi exilado para o distrito de Akita, província que se localiza ao norte da ilha de Honshu, no século XVII. Grande interessado em cães, estimulou a criação local. Com gerações de acasalamentos seletivos, a raça evoluiu para esse cão de estrutura e talhe incomuns, grande caçador e guarda. Nos séculos seguintes a raça passou por momentos de apogeu alternados com fase de quase extinção. Em 1927 foi fundada a Sociedade Akitainu Hozankai, destinada a preservar sua pureza. Em 1931, o governo classificou-a como monumento nacional e um dos tesouros do Japão. De fato, é tão importante para o país, que o governo se encarrega da manutenção de um campeão Akita quando seu proprietário não pode fizê-lo.
Criado como um versátil cão de caça nas montanhas ao norte do Japão, o Akita foi amplamente utilizado nesse trabalho, tanto na perseguição da presa como para trazê-Ia à mão. Desse modo, suas habilidades no esporte incluem resistência, visão acurada e faro, silêncio e velocidade aliados a um corpo e estrutura altamente resistente.
Existe um significado espiritual ligado à raça. No Japão os Akitas sempre foram encarados como companheiros leais, protetores do lar e símbolo de saúde. Quando uma criança nasce, a família geralmente ganha uma estatueta simbolizando o Akita, como garantia de saúde, felicidade e longa vida. Da mesma forma, quando uma pessoa adoece, os amigos lhe oferecem uma outra estatueta, como expressão do desejo de pronta recuperação.
Akita de hoje é descendente, em tamanho maior, dos antigos cães japoneses que aparecem em antigas gravuras: as orelhas eretas e a cauda curva acima do dorso são inconfundíveis.
Combinando dignidade com boa natureza, coragem alerta com docilidade, esta raça se caracteriza pela fidelidade aos membros da família e amigos: sabe bem defender os seus contra qualquer ameaça estranha.
O SEU COMPORTAMENTO
Apenas a partir dos três meses é possível observar algumas características no filhote (como por exemplo, a sua desinibição ou timidez). Nesta fase, ele já começa a latir para estranhos e se mostra calmo com os adultos. É muito fiel e carinhoso, mas bastante reservado. Cão de um só dono, se apega a todos da casa, apresentando, porém, uma leve prediIeção por uma determinada pessoa, para a qual se dirige com mais freqüência. Gosta muito de crianças e sabe lidar com elas, dosando sua força. Quando se cansa das brincadeiras, retira-se calmamente.
Como o Akita tem uma dificuldade natural em aceitar imposições de estranhos -um adestrador, por exemplo- é melhor ensiná-lo em casa. Só o treinamento para exposições deve ser feito por especialistas e iniciado cedo a partir de 4 ou 5 meses para que o animal se acostume com o professor. E, se este não conseguir ganhar a sua confiança, ele não o aceitará e, conseqüentemente, não o obedecerá.
EVOLUÇÃO
Para melhor conhecimento da raça, á necessário saber um pouco de sua história. Em 1868, houve uma revolução no Japão quando ocorre o término do Governo de Shogum Topogawa, com a restauração do Império Japonês, dando início a "Era Meide". Até este período, o país passava por um isolamento internacional, cujo controle impedia as entradas e saídas de pessoas, e também importação e exportação de mercadorias e informações, sendo que o mal cumprimento dessas exigências, acarretava na pena de morte. Desta forma, a entrada de cães ocidentais era proibida. Nesta época, o povo da região de Akita, apreciava o "esporte" de briga de cães, e os considerados bons, eram aqueles que saíam vitoriosos na rinha. Ainda nesta época, não estava estabelecido nenhum padrão do cão, entretanto após o término do isolamento, o povo passou a misturar o cão original com várias raças ocidentais, principalmente com molossos. Contudo, todas as características de molossos são indesejadas hoje na raça Akita. Na época da Segunda Guerra Mundial, o governo militar proibiu a criação de cães no país, influenciados pelos seus aliados alemães, eliminando todos os exemplares exceto os da raça Pastor Alemão existentes no país, isto porque esses eram utilizados nos trabalhos do exército. Ao término da Guerra, haviam poucos exemplares da raça Akita e iniciou-se a sua mistura com o Pastor Alemão.
Quaisquer características desta última, tais como orelhas excessivamente na vertical, grandes, e distância muito estreita entre elas; crânio sem forma triangular, afetaram suas formas originais, e é considerado hoje um tipo antigo para os japoneses.
Nos tiltimos 40 anos, os japoneses vêm trabalhando no sentido de tornar a raça mais pura possível, resgatando as características típicas anteriores.
Uma das determinações do Governo Japonês, estabelecendo uma Iei de 1918, que conseguiu se manter incólume, protegia as reservas biológicas nacionais, paradoxando às acoes inibidoras da criação e que alteravam o "padrão" da raça. Esta lei também protegia os cães de origem japonesas, acarretando, contra todos os impedimentos, a criação da Nippon Kenkos Okai, em 1928, entidade que protegia a raça Akita, então se estabelecendo o 1º padrão para cães da raça nipônica. Foi o único padrão nipônico diferenciado apenas pelo tamanho do animal: grande, médio, pequeno. Em 1931, foi descoberto o primeiro exemplar canino de porte maior, através da investigação do Dr. Seiquild Siburagui, na província de Akita, e foi considerado espécie que requereu proteção para preservação.
Em 1934, foi criada a Akita Inohos Okai, Associação de preservação da raça Akita, na cidade de Odapuwa, na província de Akita. Esta Associação é comumente chamada de Akiho e assim estabeleceu o padrão da raça Akita.
O padrão da raça do Japan Kennel Club corresponde à este padrão. Em 1948, foi criado o Akita Inu Jokai, uma Associação da raça na cidade de Tokio, comumente chamada de Akio, que finalmente determinou o padrão.
No momento, a raça Akita está sendo muito questionada no Brasil. As opiniões são muito diversificadas sobre como deve ser o tipo do Akita, e com isso creio que vamos acabar tendo o Akita Brasileiro, já que existe o Japonês e o Americano.
Toda pessoa que resolveu comprar e criar um Akita, já leu alguma coisa sobre a raça e tomou conhecimento de um pouco da historia desta, escolhida para ser o melhor companheiro. Em troca pelo que recebemos das qualidades que ela nos presenteia, nos sentimos muito envolvidos, e cada vez mais cresce o desejo de aprimorar os nossos conhecimentos para com ela.
Akita tem sua origem no Japão, quando um nobre foi exilado para o distrito de Akita, província que se localiza ao norte da ilha de Honshu, no século XVII. Grande interessado em cães, estimulou a criação local. Com gerações de acasalamentos seletivos, a raça evoluiu para esse cão de estrutura e talhe incomuns, grande caçador e guarda. Nos séculos seguintes a raça passou por momentos de apogeu alternados com fase de quase extinção. Em 1927 foi fundada a Sociedade Akitainu Hozankai, destinada a preservar sua pureza. Em 1931, o governo classificou-a como monumento nacional e um dos tesouros do Japão. De fato, é tão importante para o país, que o governo se encarrega da manutenção de um campeão Akita quando seu proprietário não pode fizê-lo.
Criado como um versátil cão de caça nas montanhas ao norte do Japão, o Akita foi amplamente utilizado nesse trabalho, tanto na perseguição da presa como para trazê-Ia à mão. Desse modo, suas habilidades no esporte incluem resistência, visão acurada e faro, silêncio e velocidade aliados a um corpo e estrutura altamente resistente.
Existe um significado espiritual ligado à raça. No Japão os Akitas sempre foram encarados como companheiros leais, protetores do lar e símbolo de saúde. Quando uma criança nasce, a família geralmente ganha uma estatueta simbolizando o Akita, como garantia de saúde, felicidade e longa vida. Da mesma forma, quando uma pessoa adoece, os amigos lhe oferecem uma outra estatueta, como expressão do desejo de pronta recuperação.
Akita de hoje é descendente, em tamanho maior, dos antigos cães japoneses que aparecem em antigas gravuras: as orelhas eretas e a cauda curva acima do dorso são inconfundíveis.
Combinando dignidade com boa natureza, coragem alerta com docilidade, esta raça se caracteriza pela fidelidade aos membros da família e amigos: sabe bem defender os seus contra qualquer ameaça estranha.
O SEU COMPORTAMENTO
Apenas a partir dos três meses é possível observar algumas características no filhote (como por exemplo, a sua desinibição ou timidez). Nesta fase, ele já começa a latir para estranhos e se mostra calmo com os adultos. É muito fiel e carinhoso, mas bastante reservado. Cão de um só dono, se apega a todos da casa, apresentando, porém, uma leve prediIeção por uma determinada pessoa, para a qual se dirige com mais freqüência. Gosta muito de crianças e sabe lidar com elas, dosando sua força. Quando se cansa das brincadeiras, retira-se calmamente.
Como o Akita tem uma dificuldade natural em aceitar imposições de estranhos -um adestrador, por exemplo- é melhor ensiná-lo em casa. Só o treinamento para exposições deve ser feito por especialistas e iniciado cedo a partir de 4 ou 5 meses para que o animal se acostume com o professor. E, se este não conseguir ganhar a sua confiança, ele não o aceitará e, conseqüentemente, não o obedecerá.
EVOLUÇÃO
Para melhor conhecimento da raça, á necessário saber um pouco de sua história. Em 1868, houve uma revolução no Japão quando ocorre o término do Governo de Shogum Topogawa, com a restauração do Império Japonês, dando início a "Era Meide". Até este período, o país passava por um isolamento internacional, cujo controle impedia as entradas e saídas de pessoas, e também importação e exportação de mercadorias e informações, sendo que o mal cumprimento dessas exigências, acarretava na pena de morte. Desta forma, a entrada de cães ocidentais era proibida. Nesta época, o povo da região de Akita, apreciava o "esporte" de briga de cães, e os considerados bons, eram aqueles que saíam vitoriosos na rinha. Ainda nesta época, não estava estabelecido nenhum padrão do cão, entretanto após o término do isolamento, o povo passou a misturar o cão original com várias raças ocidentais, principalmente com molossos. Contudo, todas as características de molossos são indesejadas hoje na raça Akita. Na época da Segunda Guerra Mundial, o governo militar proibiu a criação de cães no país, influenciados pelos seus aliados alemães, eliminando todos os exemplares exceto os da raça Pastor Alemão existentes no país, isto porque esses eram utilizados nos trabalhos do exército. Ao término da Guerra, haviam poucos exemplares da raça Akita e iniciou-se a sua mistura com o Pastor Alemão.
Quaisquer características desta última, tais como orelhas excessivamente na vertical, grandes, e distância muito estreita entre elas; crânio sem forma triangular, afetaram suas formas originais, e é considerado hoje um tipo antigo para os japoneses.
Nos tiltimos 40 anos, os japoneses vêm trabalhando no sentido de tornar a raça mais pura possível, resgatando as características típicas anteriores.
Uma das determinações do Governo Japonês, estabelecendo uma Iei de 1918, que conseguiu se manter incólume, protegia as reservas biológicas nacionais, paradoxando às acoes inibidoras da criação e que alteravam o "padrão" da raça. Esta lei também protegia os cães de origem japonesas, acarretando, contra todos os impedimentos, a criação da Nippon Kenkos Okai, em 1928, entidade que protegia a raça Akita, então se estabelecendo o 1º padrão para cães da raça nipônica. Foi o único padrão nipônico diferenciado apenas pelo tamanho do animal: grande, médio, pequeno. Em 1931, foi descoberto o primeiro exemplar canino de porte maior, através da investigação do Dr. Seiquild Siburagui, na província de Akita, e foi considerado espécie que requereu proteção para preservação.
Em 1934, foi criada a Akita Inohos Okai, Associação de preservação da raça Akita, na cidade de Odapuwa, na província de Akita. Esta Associação é comumente chamada de Akiho e assim estabeleceu o padrão da raça Akita.
O padrão da raça do Japan Kennel Club corresponde à este padrão. Em 1948, foi criado o Akita Inu Jokai, uma Associação da raça na cidade de Tokio, comumente chamada de Akio, que finalmente determinou o padrão.
Akita - Bem mais do que um cão de guarda...
Cão de guarda sim, contudo com comportamento e temperamento bem diferenciado das outras raças que desempenham a mesma função. Tanto é verdade que o Akita Inu pode ser criado até em apartamentos e quanto às crianças, não há razão para se preocupar: esses cães são muito dóceis. Além disso, são calmos e não latem muito. A aparência semelhante a de um lobo também é um ponto forte da beleza do Akita.
Foram essas características e mais o fato de ser um cão de origem oriental que motivaram Gervásio Lourenço Júnior, proprietário do canil White Feet, a escolher esta raça há 18 anos. O Akita é de nacionalidade japonesa, sendo inclusive reconhecido neste país como patrimônio nacional.
O preço do filhote chega a variar de R$1.000,00 a R$2.500,00 e os cuidados são os mesmos dispensados às outras raças. É um cão rústico que pode ser cuidado facilmente. Somente os pêlos merecem uma atenção maior: uma escovação diária, que dura em média apenas cinco minutos. Outra vantagem: "O Akita só come o que precisa", conta Gervásio. Assim, quando os donos viajam por alguns dias é só deixar a comida equivalente a este período, pois o animal não comerá tudo de uma vez, complementa.
Único alerta: esta raça não aceita conviver em grupo, ressalva o criador. De preferência, procure ter um casal ou só um cão. É praticamente impossível criar dois Akitas do mesmo sexo ou com outra raça, mas existem algumas exceções. A explicação deste fato está ligada à memória primordial do cachorro, que é passada dos pais para os filhos. O Akita chegou a participar de lutas de cães no Japão, até que o governo proibiu e passou a proteger esta raça por lei. Contudo, permanecem em alguns cachorros as marcas desta época.
Entretanto, o Akita não serviu apenas para as lamentáveis rinhas. Como é um excelente caçador, foi utilizado na antiguidade pelos guerreiros para as caças grossas. Além de servirem também como cães de combate, devido à sua constituição robusta e pela sua coragem.
Já no que diz respeito a comportamento e temperamento, as principais características podem ser melhor visualizadas no modo como o Akita faz a guarda da casa. Diferente das outras raças, o Akita não fica junto ao portão latindo para qualquer pessoa que passa. Normalmente ele fica perto da casa, que dá a referência de proximidade ao dono, e somente se aproxima quando a pessoa coloca as mãos no portão. Então vai verificar o que está acontecendo, mas sem fazer escândalos e ruídos. Não é um cachorro estabanado, e sim tranqüilo, quieto e muito leal ao dono o que não obriga sua criação em espaços amplos, apesar de seu porte grande.
Foram essas características e mais o fato de ser um cão de origem oriental que motivaram Gervásio Lourenço Júnior, proprietário do canil White Feet, a escolher esta raça há 18 anos. O Akita é de nacionalidade japonesa, sendo inclusive reconhecido neste país como patrimônio nacional.
O preço do filhote chega a variar de R$1.000,00 a R$2.500,00 e os cuidados são os mesmos dispensados às outras raças. É um cão rústico que pode ser cuidado facilmente. Somente os pêlos merecem uma atenção maior: uma escovação diária, que dura em média apenas cinco minutos. Outra vantagem: "O Akita só come o que precisa", conta Gervásio. Assim, quando os donos viajam por alguns dias é só deixar a comida equivalente a este período, pois o animal não comerá tudo de uma vez, complementa.
Único alerta: esta raça não aceita conviver em grupo, ressalva o criador. De preferência, procure ter um casal ou só um cão. É praticamente impossível criar dois Akitas do mesmo sexo ou com outra raça, mas existem algumas exceções. A explicação deste fato está ligada à memória primordial do cachorro, que é passada dos pais para os filhos. O Akita chegou a participar de lutas de cães no Japão, até que o governo proibiu e passou a proteger esta raça por lei. Contudo, permanecem em alguns cachorros as marcas desta época.
Entretanto, o Akita não serviu apenas para as lamentáveis rinhas. Como é um excelente caçador, foi utilizado na antiguidade pelos guerreiros para as caças grossas. Além de servirem também como cães de combate, devido à sua constituição robusta e pela sua coragem.
Já no que diz respeito a comportamento e temperamento, as principais características podem ser melhor visualizadas no modo como o Akita faz a guarda da casa. Diferente das outras raças, o Akita não fica junto ao portão latindo para qualquer pessoa que passa. Normalmente ele fica perto da casa, que dá a referência de proximidade ao dono, e somente se aproxima quando a pessoa coloca as mãos no portão. Então vai verificar o que está acontecendo, mas sem fazer escândalos e ruídos. Não é um cachorro estabanado, e sim tranqüilo, quieto e muito leal ao dono o que não obriga sua criação em espaços amplos, apesar de seu porte grande.
Seu lema é o silêncio
Akita: Seu lema é o silêncio
Saiba mais sobre a situação da raça Akita no mundo
Entre os mais conhecidos cães usados para a guarda, pode-se afirmar que o Akita é o de atuação mais discreta e silenciosa. Tanto que é comum vizinhos se surpreenderem ao descobrir que "naquela tranquila casa ao lado" há, de fato, um cachorro. O Akita só dá o alarme em caso extremo e, mesmo assim, emite poucos latidos, curtos e roucos. Não faz estardalhaço para agir. Além de quase não latir, se move na calada e fica na espreita, como se analisasse qual é o momento para dar o sinal. Se, enfim, late, o susto é para valer, pois pega o intruso totalmente desprevenido. Caso este já tenha invadido o seu território, é provável que não haja tempo para se defender.
Anita Soares, vice-presidente do Clube Paulista do Akita e criadora pelo Antique's Place Kennel, de São PauIo, SP, conta que se há movimento perto do portão, o seu Akita faz um verdadeiro ritual: olha para a direção do barulho, levanta devagar, como se não quisesse ser percebido, pára diante do portão, fareja o ar e fica estático em atenção. "Na maioria das vezes, não emite um som. Mas se o fizer é certo: encostaram na casa ou no carro que fica na frente", completa.
Outra característica, que impõe respeito, é o olhar penetrante e fixo, que parece buscar a "alma das pessoas". Gervásio Lourenço Júnior, do White Feet Kennel, de São Paulo, SP, recorda de várias situações em que alguém ao ver seu cão comentou sobre o "olhar bravo". Os olhos puxados, cujo contorno preto parece delineado por um pincel, colaboram para esse olhar impressionante. Soraya de C. Guedes, do Koyuki Kennel, de São Paulo, SP, concorda: "na rua, outros cães tentam, empolgados, chegar perto dos meus, mas basta que os olhares se cruzem para que simplesmente recuem".
Voltado para o dono, o Akita Capta as suas emoções, o que se reflete na companhia e na guarda. Desconfiado, é raro que fique "chegado" mesmo aos amigos do dono. "Ele os aceita, se estivermos juntos, mas fica atento e não os festeja", diz Takayoshi Ogata, do Aso Kohgen Kennel, de SaIvador, BA.
No Brasil, o estilo sossegado do Akita conquista cada vez mais admiradores, pois, entre outras qualidades, ele se adapta bem a espaços pequenos e não incomoda a vizinhança. De 1985 até hoje, a raça quadruplicou em quantidade, saindo dos 500 cães para mais de dois mil.Por ser utilizado na guarda, o tamanho aliado à massa física é um ponto importante. Afinal, quanto menos poderoso for o cão, menos intimida.Hoje, no Brasil, 80% dos Akitas são registrados pela CBKC - Confederação Brasileira de Cinofilia e a maioria está menor que o desejado. O padrão do FCI - Federação Cinológica Internacional, seguida pela CBKC, determina uma altura Ideal de 67 cm e tolera 3 cm a mais ou a menos."Grande parte dos cães está no limite mínimo, com cerco de 64 cm", observa Anita. "Estamos conscientes e decididos a trabalhar pelo ideal."
Alexandre Kobayashi, do Canil Hunter's Place, de Oriente, SP, acrescenta que muitos não chegam sequer ao mínimo Gervásio conta que, como seus cães tem a altura ideal de 67 cm, quando vão a exposições parecem gigantes frente aos demais. "É incrível como poucos centímetros multiplicam o efeito visual de poder físico", conclui.
Provavelmente, o motivo do domínio dos pequenos no País foram as importações. "Os cães que vieram de fora, nos últimos anos, eram pequenos e influenciaram a criação", diz Anita. O problema de criar, tendo por base os pequenos, é o risco em diminuir a raça cada vez mais. Mas vale uma ressalva: não se deve pensar, em contrapartida, que quanto maior for o cão, melhor. Haja visto que a altura ideal no padrão não é a máxima permitida. "Os Matagui-Inus, ancestrais do Akita que não eram muito grandes, são a base da tipicidade da raça hoje", diz Kishiro Maki, presidente do Clube Paulista do Akita e criador pelo Canil Shirakaba, de São Paulo, SP. "Por isso, em tamanhos superiores ao ideal, há mais chances de perder as proporções corretas."
As informações de outros países demonstram que, quanto ao tamanho, a raça vai muito bem. Monique Bartolozzi, presidente do Clube dos Cães Nórdicos da França, que controla os cães quando completam um ano de idade, confirma que os principais reprodutores tem altura aproximada de 67 cm. No Itália, Alemanha, Suíça, Portugal e no próp rio Japão também predomina essa medida. Anita, que é juíza internacional, afirma: "Iá fora o problema não existe".
Nos EUA, os cães são maiores e a maioria dos exemplares de destaque mede entre 67 e 69 cm, como conta a criadora americana Linda Wilvaington. Mas, isso é porque há uma série de diferenças entre os Akitas de linhagem americana e os de linhagem japonesa, sendo a altura uma delas. Mesmo maiores, os cães americanos são bem proporcionados, pois carregam a influência de raças como o Pastor Alemão e vários Molossos. Já os japoneses trabaIham para eliminar tal influência. Aqui, a ACB - Associação Cinológica do Brasil, que registra 20 % dos Akitas, se baseia no padrão americano e por isso os exemplares não são pequenos, já que descendem, na sua maioria, da criação dos EUA. Estes cães podem até ajudar a aumentar o tamanho dos outros, mas devese ter cuidado: podem transmitir características só aceitas pelo padrão americano e não pelo da FCI, como por exemplo a máscara negra.
No padrão japonês de 1992, que a FCI segue por ser o país de origem da raça, a máscara negra passou a ser "falta", o que significa que é uma característica indesejável e que numa exposição, quem a tiver, perde pontos. A razão é que a máscara negra não existia no Akita original e veio de raças usadas a partir de l900 para salvá-lo da extinção. A CBKC deu um prazo de tolerância à essa medida até julho de 1995. Uma circular foi enviada aos juízes informando que os cães com máscara negra não poderiam mais receber a qualificação "excelente". Consequentemente, não haverá mais campeões com tal característica. A circular acrescenta que até 1998 eles serão aceitos para reprodução. O presidente da CBKC, Sérgio Castro, informa que não foi definido o critério para impedir que estes cães acasalem a partir da data imposta. "Ainda faltam dois anos, mas até Iá teremos um método", diz. A França, por exemplo, que proíbe acasalar os mascarados desde 1992, analisa o cão adulto e fornece ou não o certificado de apto à reprodução.
Aqui, os criadores já estão evitando reproduzí-los, mas na prática atestam que, de um casal sem máscara, nascem fiIhotes que a tem. É o caso de Vitor Hugo Femandes, do Canil Fushigi-na, de Porto Alegre, RS, que afirma conhecer cães mascarados, vindos de uma linhagem em que só os avós tinham máscara. Soraya também teve uma experiência idêntica. Não se sabe exatamente por quantas gerações a hereditariedade da máscara caminha.
Tendo em vista que no País a maioria dos Akitas é criada nos moldes da FCI, em alguns anos os máscaras negras serão "estranhos no niho". No entanto, Fabio C. Fioravanzi, autor do livro L'Akita, conta que no mundo eles predominam. Nada surpreendente. Os EUA lideram em quantidade a criação e mesmo em países filiados à FCI eles ainda são uma realidade. O que será deles? Só o tempo dirá. A idéia de transformar o Akita criado nos EUA, onde mascarados são bem-vindos, em outra raça, é comentada por criadores em vários países. Mas tudo ainda é informal. Não há um movimento efetivo. Além do mais, para a FCI reconhecer uma nova raça, muita água tem que passar debaixo da ponte. Há dois anos, a entidade divulgou um documento manifestando a problemática de raças similares serem reconhecidas como diferentes, pois reduz-se bruscamente o número de cães de cada uma e tende-se à consangüinidade.
--------------------------------------------------------------------------------
Ficha:
Compra do filhote: pelos pais prevê-se o tamanho. Máscaras podem sumir até os 7 meses se fios brancos, a partir dos 40 dias, surgirem entre os fios pretos. Os olhos devem ter as pontas próximas ao nariz mais baixas que as outras.
Cor: branca, tigrada, ruiva, sésamo ou gergelim (ruiva intercalada com fios pretos). Todas exceto a branca, devem ter urajiro (pelagem esbranquiçada ao lado do focinho, bochechas, sob o queixo e pescoço, peito, pontas das patas e da cauda e face interior dos membros). O AKC aceita qualquer cor, até manchas brancas que são falha pela FCI.
Banho: certifique-se depois do banho que o subpelo ficou bem seco para evitar dermatites.
Adestramento de ataque: "não levar em conta o temperamento de cão nórdico pode implicar em desvios de conduta", Gervásio.
Saiba mais sobre a situação da raça Akita no mundo
Entre os mais conhecidos cães usados para a guarda, pode-se afirmar que o Akita é o de atuação mais discreta e silenciosa. Tanto que é comum vizinhos se surpreenderem ao descobrir que "naquela tranquila casa ao lado" há, de fato, um cachorro. O Akita só dá o alarme em caso extremo e, mesmo assim, emite poucos latidos, curtos e roucos. Não faz estardalhaço para agir. Além de quase não latir, se move na calada e fica na espreita, como se analisasse qual é o momento para dar o sinal. Se, enfim, late, o susto é para valer, pois pega o intruso totalmente desprevenido. Caso este já tenha invadido o seu território, é provável que não haja tempo para se defender.
Anita Soares, vice-presidente do Clube Paulista do Akita e criadora pelo Antique's Place Kennel, de São PauIo, SP, conta que se há movimento perto do portão, o seu Akita faz um verdadeiro ritual: olha para a direção do barulho, levanta devagar, como se não quisesse ser percebido, pára diante do portão, fareja o ar e fica estático em atenção. "Na maioria das vezes, não emite um som. Mas se o fizer é certo: encostaram na casa ou no carro que fica na frente", completa.
Outra característica, que impõe respeito, é o olhar penetrante e fixo, que parece buscar a "alma das pessoas". Gervásio Lourenço Júnior, do White Feet Kennel, de São Paulo, SP, recorda de várias situações em que alguém ao ver seu cão comentou sobre o "olhar bravo". Os olhos puxados, cujo contorno preto parece delineado por um pincel, colaboram para esse olhar impressionante. Soraya de C. Guedes, do Koyuki Kennel, de São Paulo, SP, concorda: "na rua, outros cães tentam, empolgados, chegar perto dos meus, mas basta que os olhares se cruzem para que simplesmente recuem".
Voltado para o dono, o Akita Capta as suas emoções, o que se reflete na companhia e na guarda. Desconfiado, é raro que fique "chegado" mesmo aos amigos do dono. "Ele os aceita, se estivermos juntos, mas fica atento e não os festeja", diz Takayoshi Ogata, do Aso Kohgen Kennel, de SaIvador, BA.
No Brasil, o estilo sossegado do Akita conquista cada vez mais admiradores, pois, entre outras qualidades, ele se adapta bem a espaços pequenos e não incomoda a vizinhança. De 1985 até hoje, a raça quadruplicou em quantidade, saindo dos 500 cães para mais de dois mil.Por ser utilizado na guarda, o tamanho aliado à massa física é um ponto importante. Afinal, quanto menos poderoso for o cão, menos intimida.Hoje, no Brasil, 80% dos Akitas são registrados pela CBKC - Confederação Brasileira de Cinofilia e a maioria está menor que o desejado. O padrão do FCI - Federação Cinológica Internacional, seguida pela CBKC, determina uma altura Ideal de 67 cm e tolera 3 cm a mais ou a menos."Grande parte dos cães está no limite mínimo, com cerco de 64 cm", observa Anita. "Estamos conscientes e decididos a trabalhar pelo ideal."
Alexandre Kobayashi, do Canil Hunter's Place, de Oriente, SP, acrescenta que muitos não chegam sequer ao mínimo Gervásio conta que, como seus cães tem a altura ideal de 67 cm, quando vão a exposições parecem gigantes frente aos demais. "É incrível como poucos centímetros multiplicam o efeito visual de poder físico", conclui.
Provavelmente, o motivo do domínio dos pequenos no País foram as importações. "Os cães que vieram de fora, nos últimos anos, eram pequenos e influenciaram a criação", diz Anita. O problema de criar, tendo por base os pequenos, é o risco em diminuir a raça cada vez mais. Mas vale uma ressalva: não se deve pensar, em contrapartida, que quanto maior for o cão, melhor. Haja visto que a altura ideal no padrão não é a máxima permitida. "Os Matagui-Inus, ancestrais do Akita que não eram muito grandes, são a base da tipicidade da raça hoje", diz Kishiro Maki, presidente do Clube Paulista do Akita e criador pelo Canil Shirakaba, de São Paulo, SP. "Por isso, em tamanhos superiores ao ideal, há mais chances de perder as proporções corretas."
As informações de outros países demonstram que, quanto ao tamanho, a raça vai muito bem. Monique Bartolozzi, presidente do Clube dos Cães Nórdicos da França, que controla os cães quando completam um ano de idade, confirma que os principais reprodutores tem altura aproximada de 67 cm. No Itália, Alemanha, Suíça, Portugal e no próp rio Japão também predomina essa medida. Anita, que é juíza internacional, afirma: "Iá fora o problema não existe".
Nos EUA, os cães são maiores e a maioria dos exemplares de destaque mede entre 67 e 69 cm, como conta a criadora americana Linda Wilvaington. Mas, isso é porque há uma série de diferenças entre os Akitas de linhagem americana e os de linhagem japonesa, sendo a altura uma delas. Mesmo maiores, os cães americanos são bem proporcionados, pois carregam a influência de raças como o Pastor Alemão e vários Molossos. Já os japoneses trabaIham para eliminar tal influência. Aqui, a ACB - Associação Cinológica do Brasil, que registra 20 % dos Akitas, se baseia no padrão americano e por isso os exemplares não são pequenos, já que descendem, na sua maioria, da criação dos EUA. Estes cães podem até ajudar a aumentar o tamanho dos outros, mas devese ter cuidado: podem transmitir características só aceitas pelo padrão americano e não pelo da FCI, como por exemplo a máscara negra.
No padrão japonês de 1992, que a FCI segue por ser o país de origem da raça, a máscara negra passou a ser "falta", o que significa que é uma característica indesejável e que numa exposição, quem a tiver, perde pontos. A razão é que a máscara negra não existia no Akita original e veio de raças usadas a partir de l900 para salvá-lo da extinção. A CBKC deu um prazo de tolerância à essa medida até julho de 1995. Uma circular foi enviada aos juízes informando que os cães com máscara negra não poderiam mais receber a qualificação "excelente". Consequentemente, não haverá mais campeões com tal característica. A circular acrescenta que até 1998 eles serão aceitos para reprodução. O presidente da CBKC, Sérgio Castro, informa que não foi definido o critério para impedir que estes cães acasalem a partir da data imposta. "Ainda faltam dois anos, mas até Iá teremos um método", diz. A França, por exemplo, que proíbe acasalar os mascarados desde 1992, analisa o cão adulto e fornece ou não o certificado de apto à reprodução.
Aqui, os criadores já estão evitando reproduzí-los, mas na prática atestam que, de um casal sem máscara, nascem fiIhotes que a tem. É o caso de Vitor Hugo Femandes, do Canil Fushigi-na, de Porto Alegre, RS, que afirma conhecer cães mascarados, vindos de uma linhagem em que só os avós tinham máscara. Soraya também teve uma experiência idêntica. Não se sabe exatamente por quantas gerações a hereditariedade da máscara caminha.
Tendo em vista que no País a maioria dos Akitas é criada nos moldes da FCI, em alguns anos os máscaras negras serão "estranhos no niho". No entanto, Fabio C. Fioravanzi, autor do livro L'Akita, conta que no mundo eles predominam. Nada surpreendente. Os EUA lideram em quantidade a criação e mesmo em países filiados à FCI eles ainda são uma realidade. O que será deles? Só o tempo dirá. A idéia de transformar o Akita criado nos EUA, onde mascarados são bem-vindos, em outra raça, é comentada por criadores em vários países. Mas tudo ainda é informal. Não há um movimento efetivo. Além do mais, para a FCI reconhecer uma nova raça, muita água tem que passar debaixo da ponte. Há dois anos, a entidade divulgou um documento manifestando a problemática de raças similares serem reconhecidas como diferentes, pois reduz-se bruscamente o número de cães de cada uma e tende-se à consangüinidade.
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Ficha:
Compra do filhote: pelos pais prevê-se o tamanho. Máscaras podem sumir até os 7 meses se fios brancos, a partir dos 40 dias, surgirem entre os fios pretos. Os olhos devem ter as pontas próximas ao nariz mais baixas que as outras.
Cor: branca, tigrada, ruiva, sésamo ou gergelim (ruiva intercalada com fios pretos). Todas exceto a branca, devem ter urajiro (pelagem esbranquiçada ao lado do focinho, bochechas, sob o queixo e pescoço, peito, pontas das patas e da cauda e face interior dos membros). O AKC aceita qualquer cor, até manchas brancas que são falha pela FCI.
Banho: certifique-se depois do banho que o subpelo ficou bem seco para evitar dermatites.
Adestramento de ataque: "não levar em conta o temperamento de cão nórdico pode implicar em desvios de conduta", Gervásio.
Akita - Matéria de 1994
Akita: Um jeito único de fazer a guarda
O Akita é uma alternativa eficaz na guarda de qualquer tipo de ambiente. Desconfiado e muito tranqüilo, segundo os criadores ele pode até ser criado em pequenos espaços com sucesso.
Devido ao crescimento vertiginoso da violência, a presença de um cão de guarda é um alívio. Ainda mais se este cão for um Akita, uma raça que, além de limpa e asseada, é ainda discreta e silenciosa.
Provavelmente em virtude dessas características, ele é criado em grandes e pequenos espaços, comportando-se satisfatoriamente até mesmo em apartamentos, pois conquista a simpatia até dos vizinhos.
A raça costuma latir apenas quando pressente algo suspeito. Sua maneira silenciosa é oriunda da cultura nipônica. No Japão (país de origem da raça) antigo as casas eram feitas de madeira e finas folhas de papel de arroz. Assim, qualquer ruído era compartilhado pela vizinhança. Nesse sentido, era fundamental que os animais fizessem pouco barulho para não incomodar os vizinhos. Apreciadores dessa forma silenciosa, os japoneses selecionaram os cães menos barulhentos para aprimorar a raça. A criadora Maria Luiza da Silva Ferrari, do Mara's Kennel (Barretos-SP), conta que teve uma cadela, Bruna, que nunca latiu durante os 8 anos em que viveu. Até os últimos minutos de sua vida, quando sentia fortes dores, Bruna permaneceu calada.
A criadora Maria Elizabeth Dutra Uebe, do Daphine Star Kennel (Belo Horizonte-MG), que cria três Akitas em seu apartamento, diz que seus cães não lhe dão trabalho nem incomodam as pessoas. Ela nunca recebeu uma reclamação. Os vizinhos gostam muito deles. Certa ocasião, um ladrão assaltou um dos apartamentos do prédio de Beth. A notícia se espalhou rapidamente. Curiosamente, antes de Beth saber o que acontecera, sua cadela Daphine já estava fazendo a guarda na porta do apartamento, de modo que não deixava ninguém entrar. Daphine pressentira algo errado no ar. Naquele dia, a cadela acabou ajudando a polícia a seguir a pista do invasor.
Outra herança da cultura oriental é o temperamento reservado. "O Akita dificilmente faz amizade com qualquer pessoa. Mas, depois que seu coração for conquistado, torna-se um amigo para sempre", afirma Maria Luiza. A raça é muito desconfiada com estranhos. Um Akita só recebe bem uma pessoa se seu dono for cordial com ela. Normalmente, demora a se acostumar com desconhecidos. Assim, a aquisição de um exemplar adulto, geralmente, causa alguns problemas. Até o cão aceitar o novo dono, assumirá uma postura distante e fria, sem grandes demonstrações de afeto.Essa reserva se mantém intacta até mesmo diante de situações em que o instinto prevaleceria. O criador Washington Jorge Parente de Oliveira, do Brasil Akita-Ken (São José dos Campos - SP), conta que, certa ocasião, levou seu cão, Butch, para passear no centro comercial da cidade. Lá uma moça ficou encantada com o cão e não tirou mais os olhos dele. O cão também a observava.
Foi daí que ela resolveu dar um pedaço de carne do seu espetinho. E não é que Butch esnobou a oferta e continuou a encará-la! A moça ficou ofendida.
Como todo cão de guarda, o Akita não gosta de estranhos. Ele só os respeita quando estão na companhia de seus donos. Mesmo quando a pessoa lhe é apresentada, o Akita não se tornará seu amigo. A raça não aceita a presença de estranhos em seu território quando o dono está ausente.
Washington afirma que seus cães não gostam de afagos de estranhos, mesmo que sejam amigos seus. Quando isso ocorre, o Akita fecha os olhos em forma de fenda, abaixa as orelhas e o rabo e olha para o dono como se estivesse querendo dizer que não está gostando.
Já com as crianças, seu temperamento é mais brando. Mesmo assim não permite a presença delas em seu território na ausência das pessoas com quem convive e nem gosta que abusem da sua paciência. Solange Brandão Frota, do Canil do Vale Caledônia (Nova Friburgo-RJ) diz que, quando seus filhos estão com os amigos brincando com espadas de plástico, seus cães ficam alertas para se certificar de que não serão machucados. Quando uma criança dá uma espadada na cabeça de um dos filhos da criadora, os cães começam a rosnar. Querem dizer que já está na hora de acabar com a brincadeira.
Mesmo quando filhotes, estes cães são reservados com os desconhecidos. A raça muito cedo já demonstra suas habilidades na guarda. Maria Raquel Malevicz de Vasquez, do Glen Suilag Kennel (Piracicaba-SP), conta que deu um filhote de presente para sua prima, pois seu sítio fora assaltado muitas vezes. Um dia, o cãozinho começou a latir insistentemente. Quando a moça foi verificar, encontrou um rapaz tentando roubar o caminhão de seu pai. Logo que o indivíduo se deparou com o Akita (na época com 7 meses), começou a correr. O cão estava furioso e partira para o ataque.
Amigo do sossego, o Akita não gosta de ser perturbado nem de perturbar. Quando não quer conversa, dá um alerta com um rosnado baixinho. Muito equilibrado, não ataca pessoas ou animais a troco de nada. "Apesar de bravos, os Akitas são cães de boa natureza. Jamais atacam por trás ou sem avisar. Um dia meu Poodle estava amolando um de meus cães, que o advertiu prensando-o com o focinho no chão. Se não tivesse caráter talvez o mataria com apenas uma dentada", conta Maria Raquel.
A extrema fidelidade aos donos aliada à inegável coragem faz com que a raça seja associada à figura do Samurai - guerreiro que servia a um só senhor e por este não hesitava em dar sua própria vida. Esse cão protege seu dono e seu território por amor. Quando há um estranho por perto, ele se coloca imediatamente de prontidão na guarda. Fica observando cada movimento da pessoa, não desviando a atenção por um segundo. Se pressente algo suspeito, dá um latido rouco e baixo, em sinal de advertência. É como se impusesse um limite, o qual não deve ser ultrapassado. Caso a pessoa desrespeite esse limite, ele começa a espumar pela boca, eriça os pêlos e se arma para o ataque.
Durante o trabalho de guarda, o Akita não dorme em serviço. Trabalha essencialmente com a audição e visão. É capaz de detectar a presença de um estranho a muitos metros de distância. Se alguém invade seu território, não sossega enquanto não avisar seu dono, fazendo-o de modo discreto. Graças a esta maneira quieta e eficaz na abordagem de estranhos, existem vários casos em que os assaltantes foram pegos desprevenidos por um Akita, pois não sabiam que havia um cão por perto.
O Akita é uma alternativa eficaz na guarda de qualquer tipo de ambiente. Desconfiado e muito tranqüilo, segundo os criadores ele pode até ser criado em pequenos espaços com sucesso.
Devido ao crescimento vertiginoso da violência, a presença de um cão de guarda é um alívio. Ainda mais se este cão for um Akita, uma raça que, além de limpa e asseada, é ainda discreta e silenciosa.
Provavelmente em virtude dessas características, ele é criado em grandes e pequenos espaços, comportando-se satisfatoriamente até mesmo em apartamentos, pois conquista a simpatia até dos vizinhos.
A raça costuma latir apenas quando pressente algo suspeito. Sua maneira silenciosa é oriunda da cultura nipônica. No Japão (país de origem da raça) antigo as casas eram feitas de madeira e finas folhas de papel de arroz. Assim, qualquer ruído era compartilhado pela vizinhança. Nesse sentido, era fundamental que os animais fizessem pouco barulho para não incomodar os vizinhos. Apreciadores dessa forma silenciosa, os japoneses selecionaram os cães menos barulhentos para aprimorar a raça. A criadora Maria Luiza da Silva Ferrari, do Mara's Kennel (Barretos-SP), conta que teve uma cadela, Bruna, que nunca latiu durante os 8 anos em que viveu. Até os últimos minutos de sua vida, quando sentia fortes dores, Bruna permaneceu calada.
A criadora Maria Elizabeth Dutra Uebe, do Daphine Star Kennel (Belo Horizonte-MG), que cria três Akitas em seu apartamento, diz que seus cães não lhe dão trabalho nem incomodam as pessoas. Ela nunca recebeu uma reclamação. Os vizinhos gostam muito deles. Certa ocasião, um ladrão assaltou um dos apartamentos do prédio de Beth. A notícia se espalhou rapidamente. Curiosamente, antes de Beth saber o que acontecera, sua cadela Daphine já estava fazendo a guarda na porta do apartamento, de modo que não deixava ninguém entrar. Daphine pressentira algo errado no ar. Naquele dia, a cadela acabou ajudando a polícia a seguir a pista do invasor.
Outra herança da cultura oriental é o temperamento reservado. "O Akita dificilmente faz amizade com qualquer pessoa. Mas, depois que seu coração for conquistado, torna-se um amigo para sempre", afirma Maria Luiza. A raça é muito desconfiada com estranhos. Um Akita só recebe bem uma pessoa se seu dono for cordial com ela. Normalmente, demora a se acostumar com desconhecidos. Assim, a aquisição de um exemplar adulto, geralmente, causa alguns problemas. Até o cão aceitar o novo dono, assumirá uma postura distante e fria, sem grandes demonstrações de afeto.Essa reserva se mantém intacta até mesmo diante de situações em que o instinto prevaleceria. O criador Washington Jorge Parente de Oliveira, do Brasil Akita-Ken (São José dos Campos - SP), conta que, certa ocasião, levou seu cão, Butch, para passear no centro comercial da cidade. Lá uma moça ficou encantada com o cão e não tirou mais os olhos dele. O cão também a observava.
Foi daí que ela resolveu dar um pedaço de carne do seu espetinho. E não é que Butch esnobou a oferta e continuou a encará-la! A moça ficou ofendida.
Como todo cão de guarda, o Akita não gosta de estranhos. Ele só os respeita quando estão na companhia de seus donos. Mesmo quando a pessoa lhe é apresentada, o Akita não se tornará seu amigo. A raça não aceita a presença de estranhos em seu território quando o dono está ausente.
Washington afirma que seus cães não gostam de afagos de estranhos, mesmo que sejam amigos seus. Quando isso ocorre, o Akita fecha os olhos em forma de fenda, abaixa as orelhas e o rabo e olha para o dono como se estivesse querendo dizer que não está gostando.
Já com as crianças, seu temperamento é mais brando. Mesmo assim não permite a presença delas em seu território na ausência das pessoas com quem convive e nem gosta que abusem da sua paciência. Solange Brandão Frota, do Canil do Vale Caledônia (Nova Friburgo-RJ) diz que, quando seus filhos estão com os amigos brincando com espadas de plástico, seus cães ficam alertas para se certificar de que não serão machucados. Quando uma criança dá uma espadada na cabeça de um dos filhos da criadora, os cães começam a rosnar. Querem dizer que já está na hora de acabar com a brincadeira.
Mesmo quando filhotes, estes cães são reservados com os desconhecidos. A raça muito cedo já demonstra suas habilidades na guarda. Maria Raquel Malevicz de Vasquez, do Glen Suilag Kennel (Piracicaba-SP), conta que deu um filhote de presente para sua prima, pois seu sítio fora assaltado muitas vezes. Um dia, o cãozinho começou a latir insistentemente. Quando a moça foi verificar, encontrou um rapaz tentando roubar o caminhão de seu pai. Logo que o indivíduo se deparou com o Akita (na época com 7 meses), começou a correr. O cão estava furioso e partira para o ataque.
Amigo do sossego, o Akita não gosta de ser perturbado nem de perturbar. Quando não quer conversa, dá um alerta com um rosnado baixinho. Muito equilibrado, não ataca pessoas ou animais a troco de nada. "Apesar de bravos, os Akitas são cães de boa natureza. Jamais atacam por trás ou sem avisar. Um dia meu Poodle estava amolando um de meus cães, que o advertiu prensando-o com o focinho no chão. Se não tivesse caráter talvez o mataria com apenas uma dentada", conta Maria Raquel.
A extrema fidelidade aos donos aliada à inegável coragem faz com que a raça seja associada à figura do Samurai - guerreiro que servia a um só senhor e por este não hesitava em dar sua própria vida. Esse cão protege seu dono e seu território por amor. Quando há um estranho por perto, ele se coloca imediatamente de prontidão na guarda. Fica observando cada movimento da pessoa, não desviando a atenção por um segundo. Se pressente algo suspeito, dá um latido rouco e baixo, em sinal de advertência. É como se impusesse um limite, o qual não deve ser ultrapassado. Caso a pessoa desrespeite esse limite, ele começa a espumar pela boca, eriça os pêlos e se arma para o ataque.
Durante o trabalho de guarda, o Akita não dorme em serviço. Trabalha essencialmente com a audição e visão. É capaz de detectar a presença de um estranho a muitos metros de distância. Se alguém invade seu território, não sossega enquanto não avisar seu dono, fazendo-o de modo discreto. Graças a esta maneira quieta e eficaz na abordagem de estranhos, existem vários casos em que os assaltantes foram pegos desprevenidos por um Akita, pois não sabiam que havia um cão por perto.
Akita - Matéria de 1979
Akita, o cão de guarda japonês que está fazendo sucesso no Brasil
Vigoroso, capaz de incríveis atos de coragem e demonstrações de afeto, o akita já foi puxador de trenó e até caçador de ursos. Hoje, é o mais popular cão de companhia do Japão, apesar de praticamente desconhecido entre nós. Se você escolhê-lo como amigo, pode contar com seu carinho, dedicação e extrema lealdade, por toda a vida. Veja aqui como ele chegou ao Brasil.
O que você acha de um cão muito valente, extremamente dedicado ao dono, ótimo guardião da casa e que, além de tudo isso, é fofo como um bichinho de pelúcia? Não existe um cão assim? Então é porque você ainda não conhece o akita, um imigrante japonês que viajou milhares de quilômetros para chegar até nós, e que está se adaptando muito bem no Brasil.
Os primeiros exemplares da raça foram trazidos do Japão há apenas cinco anos, pelo canil Bras Dog. A partir daí, a criação do akita se difundiu rapidamente, e hoje existem cerca de trezentas famílias, que têm em casa esse magnífico animal.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Os irmãos Massaro e Katsu Sassaki, proprietários do Canil Minguei, especializado na criação do akita, contam com entusiasmo que a raça existe há mais de trezentos anos no Japão. "É um animal originário do Norte do Japão, a área mais fria do país. Antigamente ele era usado para caçar ursos e puxar trenós. Depois transformou-se no mais popular cão de guarda das famílias japonesas". No Japão, a briga de cães é um esporte bastante apreciado. por seu porte físico e grande coragem, o akita foi experimentado nesse tipo de competição, mas revelou-se incapaz para a prática do bárbaro espetáculo.
Na verdade, apesar de feroz com os intrusos, o akita é um cão de ótima índole, sendo excelente companheiro de toda a família, inclusive das crianças. Um cão com tal temperamento seria incapaz de servir para batalhas campais com seus irmãos.
EXEMPLO DE DEDICAÇÃO
Massaro e Katsu Sassaki, que já ganharam vários prêmios em exposições com o akita, colecionam revistas japonesas que falam dos feitos da raça em seu país de origem. Masaro, o mais moço, conta que está tratando da importação de um macho do Japão para cruzar com a cadela Wadashime of Brasdog, de 30 meses, detentora do título de campeã, "para melhorar a qualidade do akita no Brasil". E seu irmão mais velho, Katsu, traduz de uma revista japonesa, uma comovente história: "Havia em Tóquio um professor que possuía um cão da raça akita. Todo dia o cachorro ia com seu dono até a estação de trem, esperava que ele embarcasse e depois voltava sozinho para casa. Um dia o professor faleceu no trabalho e seu fiel companheiro não pôde mais revê-lo. Durante nove anos, enquanto viveu, o cachorro continuou indo, diariamente, à hora certa, até a estação do trem, como seu dono o havia habituado". Acaba o relato sem fazer comentários. Apenas afaga a cabeça da cadela Wadashime, que está deitada a seus pés.
UM ANIMAL ESPLÊNDIDO
Dotado de porte majestoso, aparentando grande força física sem ser pesado, com uns olhos rasgados e cauda em semi-círculo que o tornam semelhante ao malamute do Alaska, o akita é um cão tranquilo, que late pouco, mas se mostra sempre alerta no momento necessário. Segundo Katsu Sassaki, no Japão, muitas mães deixam seus bebês no berço enquanto vão às compras ou mesmo para o trabalho e o akita toma conta deles como uma babá eficiente. Esta aparente placidez se tranforma por completo quando se trata de defender a propriedade do dono. Com estranhos, o akita é um cão de guarda implacável, que chega sem fazer barulho e ataca na hora certa. Aí, seu porte físico (40 quilos para a fêmea, 45 para o macho), agilidade e coragem se tornam armas eficientes. Quem se atrever a enfrentá-lo corre sérios riscos.
Como ressalta Massaro Sassaki é um animal dotado de grande inteligência e sensibilidade. É fácil e importante adestrá-lo, pois assimila o treinamento com rapidez e fica um cão controlado, obediente, que só atacará quando receber ordens para isso.
ADAPTAÇÃO PERFEITA
Apesar de ter pelagem abundante como todo cão de clima frio, o akita está se adaptando muito bem às temperaturas do Brasil. Além disso, como destacam Massaro e Katsu, é um animal forte, resistente a doenças, que dispensa corte de orelhas , cauda e até mesmo do pelo. Este precisa apenas ser escovado regularmente. Quanto à alimentação, o akita come arroz, legumes e pedacinhos de carne, e aceita muito bem ração. É menos guloso que um pastor alemão, por exemplo, que tem mais ou menos o mesmo porte, O pelo pode ser preto, branco, vermelho tigrado, porém sua marca registrada são as patas, sempre brancas nos bons exemplares da raça
Vigoroso, capaz de incríveis atos de coragem e demonstrações de afeto, o akita já foi puxador de trenó e até caçador de ursos. Hoje, é o mais popular cão de companhia do Japão, apesar de praticamente desconhecido entre nós. Se você escolhê-lo como amigo, pode contar com seu carinho, dedicação e extrema lealdade, por toda a vida. Veja aqui como ele chegou ao Brasil.
O que você acha de um cão muito valente, extremamente dedicado ao dono, ótimo guardião da casa e que, além de tudo isso, é fofo como um bichinho de pelúcia? Não existe um cão assim? Então é porque você ainda não conhece o akita, um imigrante japonês que viajou milhares de quilômetros para chegar até nós, e que está se adaptando muito bem no Brasil.
Os primeiros exemplares da raça foram trazidos do Japão há apenas cinco anos, pelo canil Bras Dog. A partir daí, a criação do akita se difundiu rapidamente, e hoje existem cerca de trezentas famílias, que têm em casa esse magnífico animal.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Os irmãos Massaro e Katsu Sassaki, proprietários do Canil Minguei, especializado na criação do akita, contam com entusiasmo que a raça existe há mais de trezentos anos no Japão. "É um animal originário do Norte do Japão, a área mais fria do país. Antigamente ele era usado para caçar ursos e puxar trenós. Depois transformou-se no mais popular cão de guarda das famílias japonesas". No Japão, a briga de cães é um esporte bastante apreciado. por seu porte físico e grande coragem, o akita foi experimentado nesse tipo de competição, mas revelou-se incapaz para a prática do bárbaro espetáculo.
Na verdade, apesar de feroz com os intrusos, o akita é um cão de ótima índole, sendo excelente companheiro de toda a família, inclusive das crianças. Um cão com tal temperamento seria incapaz de servir para batalhas campais com seus irmãos.
EXEMPLO DE DEDICAÇÃO
Massaro e Katsu Sassaki, que já ganharam vários prêmios em exposições com o akita, colecionam revistas japonesas que falam dos feitos da raça em seu país de origem. Masaro, o mais moço, conta que está tratando da importação de um macho do Japão para cruzar com a cadela Wadashime of Brasdog, de 30 meses, detentora do título de campeã, "para melhorar a qualidade do akita no Brasil". E seu irmão mais velho, Katsu, traduz de uma revista japonesa, uma comovente história: "Havia em Tóquio um professor que possuía um cão da raça akita. Todo dia o cachorro ia com seu dono até a estação de trem, esperava que ele embarcasse e depois voltava sozinho para casa. Um dia o professor faleceu no trabalho e seu fiel companheiro não pôde mais revê-lo. Durante nove anos, enquanto viveu, o cachorro continuou indo, diariamente, à hora certa, até a estação do trem, como seu dono o havia habituado". Acaba o relato sem fazer comentários. Apenas afaga a cabeça da cadela Wadashime, que está deitada a seus pés.
UM ANIMAL ESPLÊNDIDO
Dotado de porte majestoso, aparentando grande força física sem ser pesado, com uns olhos rasgados e cauda em semi-círculo que o tornam semelhante ao malamute do Alaska, o akita é um cão tranquilo, que late pouco, mas se mostra sempre alerta no momento necessário. Segundo Katsu Sassaki, no Japão, muitas mães deixam seus bebês no berço enquanto vão às compras ou mesmo para o trabalho e o akita toma conta deles como uma babá eficiente. Esta aparente placidez se tranforma por completo quando se trata de defender a propriedade do dono. Com estranhos, o akita é um cão de guarda implacável, que chega sem fazer barulho e ataca na hora certa. Aí, seu porte físico (40 quilos para a fêmea, 45 para o macho), agilidade e coragem se tornam armas eficientes. Quem se atrever a enfrentá-lo corre sérios riscos.
Como ressalta Massaro Sassaki é um animal dotado de grande inteligência e sensibilidade. É fácil e importante adestrá-lo, pois assimila o treinamento com rapidez e fica um cão controlado, obediente, que só atacará quando receber ordens para isso.
ADAPTAÇÃO PERFEITA
Apesar de ter pelagem abundante como todo cão de clima frio, o akita está se adaptando muito bem às temperaturas do Brasil. Além disso, como destacam Massaro e Katsu, é um animal forte, resistente a doenças, que dispensa corte de orelhas , cauda e até mesmo do pelo. Este precisa apenas ser escovado regularmente. Quanto à alimentação, o akita come arroz, legumes e pedacinhos de carne, e aceita muito bem ração. É menos guloso que um pastor alemão, por exemplo, que tem mais ou menos o mesmo porte, O pelo pode ser preto, branco, vermelho tigrado, porém sua marca registrada são as patas, sempre brancas nos bons exemplares da raça
Convivência com o akita
A cada dia que passa a raça akita toma mais e mais espaço na vida dos brasileiros, sejam eles decendentes de japoneses ou não, a popularização da raça se dá por inumeros motivos, temperamento equilibrado, limpeza, silêncio na guarda, etc... assim sendo crescem também as dúvidas sobre a raça, seja sobre o seu temperamento, o convivio no seio da família, alimentação e cuidados, nesta matéria vamos mesclar informações de publicações consagradas, como revistas, livros e algumas experiência pessoais e relatos de proprietários tentando assim elucidar um pouco mais desta raça tão singular.Boa leitura.
COM GENTE DE CASA
O Akita elege um dono preferido ao qual ele se liga e se dirige com maior frequência, embora se apegue e obedeça a todos os membros da família.É um dos cães que menos solicitam a atenção do dono.Quando adulto, torna-se independente e se dá por satisfeito com alguns afagos, sem procurar companhia em tempo integral.Em vez de acompanhar o dono de um lado para o outro, prefere segui-lo com o olhar, só se dirigindo á ele se perceber a necessidade de sua presença ou algo curioso que chame sua atenção.
OBEDIÊNCIA E EDUCAÇÃO
O Akita não é de ficar testando a liderança do dono de maneira acentuada, ao contrário do que acontece com várias outras raças.A vantagem dessa característica é que até mesmo o dono inexperiente em lidar com cães consegue ser respeitado nos limites que impoe.Se um Akita for educado desde pequeno, com bom senso e respeito, e ensinado a não frequentar determinados lugares e a não tocar em certos objetos, adotará o comportamento desejado.
GRAU DE ATIVIDADE
A posição favorita do Akita é ficar deitado.Ás vezes, ele se levanta, dá uma volta, e rotorna ao seu repouso.Esse estilo pacato o torna interessante para quem quer um cão grande em pequenos espaços ou em ambientes internos.Apesar de não se movimentar muito por iniciativa própria e de não precisar de muito exercício, é um bom acompanhante em caminhadas e brincadeiras.
COM PESSOAS AMIGAS, E DE FORA DE CASA
Desconfiado por natureza, o Akita não festeja a chegada de estranhos, nem abana a cauda para elas.Mesmo quando são amistosos e só dão sinais de respeito e paz, como falar baixo, evitar gestos bruscos e ficar perto de alguém da casa.Com estranhos, o Akita se mantém reservado, observando.Dificilmente faz amizade com qualquer pessoa, mas, depois de ser conquistado, torna-se um grande amigo.Em abraços calorosos e tapinhas nas constas dados ao anfitrião pela visita, o Aktia pode presentir risco para o dono e entrar em prontidão para o ataque.Se um desconhecido amigável tentar fazer carinho no cão, poderá ouvir um rosnado baixo e levar até uma mordida, sem aviso prévio.
LIMPEZA E HIGIENE
O Akita adquire hábitos de higiene rapidamente e costuma fazer suas necessidades longe de onde fica e de onde come, nem que tenha de esperar horas até ser solto.Não é também um cão que deixe cheiro pela casa.
NA GUARDA
A raça faz defesa por instinto com um estilo tranqüilo e discreto.Alerta, prefere ficar em pontos estratégicos, a partir dos quais possa ter uma visão ampla de seu território.Em último caso, diante de ameaça, o Akita pode latir como advertência, mas sem estardalhaço.Por exemplo, se alguém parar no portão e não tocar a campanhia.Ou se uma pessoa fizer gesto brusco ou for mal-encarada.Quanto a invasores, o Akita não costuma perdoar.Defende seu território em silêncio, agindo de surpresa.Ao passear com um Akita - sempre de guia e coleira ou enforcador - deve-se evitar ou supervisionar o contato com outros cães e pessoas estranhas.
DESTRUTIVIDADE
Morder tênis, sapatos, roer um portão de madeira ou até mesmo puxar roupas do varal são passatempos típicos de qualquer filhote de cão que se preze.O de Akita não foge a regra.Mas passado o primeiro ano de vida, ganha juízo e se torna um cão bastante bem comportado.
O USO DA VOZ
O Akita tem a justa fama de ser o mais silencioso entres os guardiões.Seu latido, rouco e baixo, é ouvido eventualmente.Costumausá-lo para dar alarme ou para, ás vezes, se comunicar com o dono.pode ser que não haja mais água no bebedouro, ou que uma porta, que deveria estar fechada esteja aberta.
COM DONOS MIRINS
Toda criança deve ser orientada a agir com respeito e delicadeza com os animais, isto é básico para a boa convivência.Na lida com o Akita, este preparo é especialmente importante.Diante de brincadeiras insistentes ou bruscas, os cães da raça costumam se afastar e se recolher a um de seus locais favoritos.Mas, se este incomodo persistir, eles podem rosnar em sinal de advertência ou até mesmo dar uma mordida de aviso.
COM CÃES E ANIMAIS
O Akita adulto se sente dono de seu território.Não tolera desafios.A intolerância é mais acentuada nos machos, mas ocorre também nas fêmeas, sendo que a incsidência de brigas entre elas ocorre com maior intensidade quando uma delas ou ambas estão no cio.Se um Akita adulto se sentir desafiado, o mais provavel é que responda com briga feia.Por isso, a recomendação é evitar colocar juntos exemplares do mesmo sexo.pode haver excessões? Sim elas sempre existem, mesmo assim é melhor não confiar e ficar de olho.É possivel o convívio entre akitas dois Akitas ou entre um Akita e um cão de outra raça quando são de sexos diferentes.Ou, então, se o Akita crescer junto com um cão do mesmo sexo que já estava na casa, a chance de aceitá-lo quando adulto será maior, desde que o outro cão não o importune.Para um Akita conviver pacíficamente com outros bichos, como gatos e aves, precisa ser acostumado a eles desde pequeno.
OS CUIDADOS DO DIA A DIA
Condicionamento físico - O Akita precisa de exercícios sim, mas sem exageros.Para atender ás necessidades básicas da raça, basta oferecer uma pequena área para voltinhas de vez em quando.Uma caminhada de seis ou sete quilômetros por dia, em passos rápidos, proporciona um ótimo condicionamento físico ao Akita.
Banhos - Recomenda-se dar banho no Akita a cada 3 meses, e manter uma escovação semanal fora da troca de pêlos e escovação diária na época das trocas a cada seis meses, pois o Akita não tem odores fortes.Na hora do banho, para não remover a oleosidade natural dos pêlos, usa-se xampu especial para cães e água morna no inverno e água fria no verão.A recomendação é também válida para não provocar choque térmico no cão, mantido aquecido por sua pelagem.Para não ressecar os pêlos, usa-se o secador ou o soprador - mais recomendado - com ar frio.No inverno, convém dar o banho em dia ensolarado, no horário mais quente.
Pêlos naturalmente belos - A manutenção da pelagem do Akita é simples.Uma boa escovação semanal basta para remover pêlos mortos e manter bonitos os demais.Na época da troca de pêlos, que acontece a cada seis meses, durante 10 a 15 dias, convém fazer escovações diárias.Usa-se escova, do tipo pin brush - escova de alfinetes - ou com pente inox com dentes largos.Para a pelagem do Akita não perder exuberância, convém evitar que ele entre em piscinas, já que os produtos usados na manutenção da água costumam ressecar os pêlos.O Akita não deve ser tosado.Exemplares que participam de exposições podem ter os pêlos aparados no contorno das patas, para intensificar o formato arredondado delas, bem como na barriga em direção ao ventre e em volta do ânus para nivelá-los.
Piso - É importante não deixar o Akita em pisos escorregadios.O piso ideal é anti-derrapante.Além de ajudar a desgastar as unhas e mantê-las lixadas naturalmente, evita escorregões, prejudiciais ao correto paralelismo das pernas e capazes de favorecer males como a displasia coxo-femoral.O chão também não deve esquentar demais com o sol.Há pisos revestidos com placas de pedra que atendem bem a estas recomendações.por ser grande e gostar de ficar parado ou deitado, o Akita, se ficar sobre superficies duras, pode sofrer formação de calos.Para evitá-los o ideal é que a superfície onde ele fica não esfole a pele com atrito em demasia.Um estrado de madeira serve a esse propósito e evita também o contato com a umidade do solo, responsável por problemas de pele.
Atenção á saúde - Conheça as doenças que acometem o Akita e como identificá-las
Adenite Sebácea
DESCRIÇÂO
Destruição das glândulas sebáceas da pele, provocada por uma pré-disposição racial.
SINTOMAS
O pêlo do Akita fica opaco e seco, e apresenta falhas.A pele fica cheia de bolinhas, que podem ter ou não pus.O pêlo seco adere aos fragmentos de sêbo e pele descamada.
CONSEQUENCIAS
Infecções secundárias por bactéria e fungos.
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Hidratação da pele, suplemento de ácidos graxose drogas específicas
Sindrome de Voght Koyanagi ou Sindrome Úveo-Dermatológica
DESCRIÇÃO
No ínicio, há a inflamação da úvea(conjunto da íris, membrana coróide e músculo ciliar) e, na maioria dos casos, lesões dermatológicas nas palpebras, lábios e no focinho.Em seguida, vem a cegueira repentina.
SINTOMAS
Aparecem normalmente entre o primeiro e o terceiro anos de vida.São: lacrimejamento, córneas opacas, aumento do volume do globo ocular, dor e prostação.
CONSEQUENCIAS
Cegueira
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Não há cura.Imunossupressores podem ser usados para amenizar os sintomas da doença, mas o uso continuado pode provocar efeitos colaterais nocivos.
Pênfigo Foliáceo
DESCRIÇÂO
Doença auto-imune.Causa feridas com pus e crostas na focinho, no abdome e, ás vezes, nas margens das orelhas e nos coxins plantares
SINTOMAS
O primeiro alerta é o focinho descamado e irritado, muitas vezes com sangramentos constantes.Em seguida, surgem bolhas que, quando estouram, deixam uma crosta na pele.
CONSEQUENCIAS
Pode evoluir para a piodermite generalizada(inflamação da pele, com pus), que, por sua vez, leva á nefrite(infecção dos rins), á endocardite(infecção do músculo do coração) e á morte.
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Não há cura.O veterinário pode indicar medicamentos imunossupressores, como os corticóides, para aliviar os sintomas, porém o uso continuado pode provocar efeitos colaterais nocivos.
FONTES
FONTES:
Revista Cães e CIA Número 301 - Junho 2004
Livro Maravilhosos Akitas - Soraya de Castro Guedes
World Union Of Akitas Clubs - http://www.akita.no/
Japan Kennel Club - http://www.jkc.or.jp/
Japanese Akita Club Of America - http://akita-inu.com/
COM GENTE DE CASA
O Akita elege um dono preferido ao qual ele se liga e se dirige com maior frequência, embora se apegue e obedeça a todos os membros da família.É um dos cães que menos solicitam a atenção do dono.Quando adulto, torna-se independente e se dá por satisfeito com alguns afagos, sem procurar companhia em tempo integral.Em vez de acompanhar o dono de um lado para o outro, prefere segui-lo com o olhar, só se dirigindo á ele se perceber a necessidade de sua presença ou algo curioso que chame sua atenção.
OBEDIÊNCIA E EDUCAÇÃO
O Akita não é de ficar testando a liderança do dono de maneira acentuada, ao contrário do que acontece com várias outras raças.A vantagem dessa característica é que até mesmo o dono inexperiente em lidar com cães consegue ser respeitado nos limites que impoe.Se um Akita for educado desde pequeno, com bom senso e respeito, e ensinado a não frequentar determinados lugares e a não tocar em certos objetos, adotará o comportamento desejado.
GRAU DE ATIVIDADE
A posição favorita do Akita é ficar deitado.Ás vezes, ele se levanta, dá uma volta, e rotorna ao seu repouso.Esse estilo pacato o torna interessante para quem quer um cão grande em pequenos espaços ou em ambientes internos.Apesar de não se movimentar muito por iniciativa própria e de não precisar de muito exercício, é um bom acompanhante em caminhadas e brincadeiras.
COM PESSOAS AMIGAS, E DE FORA DE CASA
Desconfiado por natureza, o Akita não festeja a chegada de estranhos, nem abana a cauda para elas.Mesmo quando são amistosos e só dão sinais de respeito e paz, como falar baixo, evitar gestos bruscos e ficar perto de alguém da casa.Com estranhos, o Akita se mantém reservado, observando.Dificilmente faz amizade com qualquer pessoa, mas, depois de ser conquistado, torna-se um grande amigo.Em abraços calorosos e tapinhas nas constas dados ao anfitrião pela visita, o Aktia pode presentir risco para o dono e entrar em prontidão para o ataque.Se um desconhecido amigável tentar fazer carinho no cão, poderá ouvir um rosnado baixo e levar até uma mordida, sem aviso prévio.
LIMPEZA E HIGIENE
O Akita adquire hábitos de higiene rapidamente e costuma fazer suas necessidades longe de onde fica e de onde come, nem que tenha de esperar horas até ser solto.Não é também um cão que deixe cheiro pela casa.
NA GUARDA
A raça faz defesa por instinto com um estilo tranqüilo e discreto.Alerta, prefere ficar em pontos estratégicos, a partir dos quais possa ter uma visão ampla de seu território.Em último caso, diante de ameaça, o Akita pode latir como advertência, mas sem estardalhaço.Por exemplo, se alguém parar no portão e não tocar a campanhia.Ou se uma pessoa fizer gesto brusco ou for mal-encarada.Quanto a invasores, o Akita não costuma perdoar.Defende seu território em silêncio, agindo de surpresa.Ao passear com um Akita - sempre de guia e coleira ou enforcador - deve-se evitar ou supervisionar o contato com outros cães e pessoas estranhas.
DESTRUTIVIDADE
Morder tênis, sapatos, roer um portão de madeira ou até mesmo puxar roupas do varal são passatempos típicos de qualquer filhote de cão que se preze.O de Akita não foge a regra.Mas passado o primeiro ano de vida, ganha juízo e se torna um cão bastante bem comportado.
O USO DA VOZ
O Akita tem a justa fama de ser o mais silencioso entres os guardiões.Seu latido, rouco e baixo, é ouvido eventualmente.Costumausá-lo para dar alarme ou para, ás vezes, se comunicar com o dono.pode ser que não haja mais água no bebedouro, ou que uma porta, que deveria estar fechada esteja aberta.
COM DONOS MIRINS
Toda criança deve ser orientada a agir com respeito e delicadeza com os animais, isto é básico para a boa convivência.Na lida com o Akita, este preparo é especialmente importante.Diante de brincadeiras insistentes ou bruscas, os cães da raça costumam se afastar e se recolher a um de seus locais favoritos.Mas, se este incomodo persistir, eles podem rosnar em sinal de advertência ou até mesmo dar uma mordida de aviso.
COM CÃES E ANIMAIS
O Akita adulto se sente dono de seu território.Não tolera desafios.A intolerância é mais acentuada nos machos, mas ocorre também nas fêmeas, sendo que a incsidência de brigas entre elas ocorre com maior intensidade quando uma delas ou ambas estão no cio.Se um Akita adulto se sentir desafiado, o mais provavel é que responda com briga feia.Por isso, a recomendação é evitar colocar juntos exemplares do mesmo sexo.pode haver excessões? Sim elas sempre existem, mesmo assim é melhor não confiar e ficar de olho.É possivel o convívio entre akitas dois Akitas ou entre um Akita e um cão de outra raça quando são de sexos diferentes.Ou, então, se o Akita crescer junto com um cão do mesmo sexo que já estava na casa, a chance de aceitá-lo quando adulto será maior, desde que o outro cão não o importune.Para um Akita conviver pacíficamente com outros bichos, como gatos e aves, precisa ser acostumado a eles desde pequeno.
OS CUIDADOS DO DIA A DIA
Condicionamento físico - O Akita precisa de exercícios sim, mas sem exageros.Para atender ás necessidades básicas da raça, basta oferecer uma pequena área para voltinhas de vez em quando.Uma caminhada de seis ou sete quilômetros por dia, em passos rápidos, proporciona um ótimo condicionamento físico ao Akita.
Banhos - Recomenda-se dar banho no Akita a cada 3 meses, e manter uma escovação semanal fora da troca de pêlos e escovação diária na época das trocas a cada seis meses, pois o Akita não tem odores fortes.Na hora do banho, para não remover a oleosidade natural dos pêlos, usa-se xampu especial para cães e água morna no inverno e água fria no verão.A recomendação é também válida para não provocar choque térmico no cão, mantido aquecido por sua pelagem.Para não ressecar os pêlos, usa-se o secador ou o soprador - mais recomendado - com ar frio.No inverno, convém dar o banho em dia ensolarado, no horário mais quente.
Pêlos naturalmente belos - A manutenção da pelagem do Akita é simples.Uma boa escovação semanal basta para remover pêlos mortos e manter bonitos os demais.Na época da troca de pêlos, que acontece a cada seis meses, durante 10 a 15 dias, convém fazer escovações diárias.Usa-se escova, do tipo pin brush - escova de alfinetes - ou com pente inox com dentes largos.Para a pelagem do Akita não perder exuberância, convém evitar que ele entre em piscinas, já que os produtos usados na manutenção da água costumam ressecar os pêlos.O Akita não deve ser tosado.Exemplares que participam de exposições podem ter os pêlos aparados no contorno das patas, para intensificar o formato arredondado delas, bem como na barriga em direção ao ventre e em volta do ânus para nivelá-los.
Piso - É importante não deixar o Akita em pisos escorregadios.O piso ideal é anti-derrapante.Além de ajudar a desgastar as unhas e mantê-las lixadas naturalmente, evita escorregões, prejudiciais ao correto paralelismo das pernas e capazes de favorecer males como a displasia coxo-femoral.O chão também não deve esquentar demais com o sol.Há pisos revestidos com placas de pedra que atendem bem a estas recomendações.por ser grande e gostar de ficar parado ou deitado, o Akita, se ficar sobre superficies duras, pode sofrer formação de calos.Para evitá-los o ideal é que a superfície onde ele fica não esfole a pele com atrito em demasia.Um estrado de madeira serve a esse propósito e evita também o contato com a umidade do solo, responsável por problemas de pele.
Atenção á saúde - Conheça as doenças que acometem o Akita e como identificá-las
Adenite Sebácea
DESCRIÇÂO
Destruição das glândulas sebáceas da pele, provocada por uma pré-disposição racial.
SINTOMAS
O pêlo do Akita fica opaco e seco, e apresenta falhas.A pele fica cheia de bolinhas, que podem ter ou não pus.O pêlo seco adere aos fragmentos de sêbo e pele descamada.
CONSEQUENCIAS
Infecções secundárias por bactéria e fungos.
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Hidratação da pele, suplemento de ácidos graxose drogas específicas
Sindrome de Voght Koyanagi ou Sindrome Úveo-Dermatológica
DESCRIÇÃO
No ínicio, há a inflamação da úvea(conjunto da íris, membrana coróide e músculo ciliar) e, na maioria dos casos, lesões dermatológicas nas palpebras, lábios e no focinho.Em seguida, vem a cegueira repentina.
SINTOMAS
Aparecem normalmente entre o primeiro e o terceiro anos de vida.São: lacrimejamento, córneas opacas, aumento do volume do globo ocular, dor e prostação.
CONSEQUENCIAS
Cegueira
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Não há cura.Imunossupressores podem ser usados para amenizar os sintomas da doença, mas o uso continuado pode provocar efeitos colaterais nocivos.
Pênfigo Foliáceo
DESCRIÇÂO
Doença auto-imune.Causa feridas com pus e crostas na focinho, no abdome e, ás vezes, nas margens das orelhas e nos coxins plantares
SINTOMAS
O primeiro alerta é o focinho descamado e irritado, muitas vezes com sangramentos constantes.Em seguida, surgem bolhas que, quando estouram, deixam uma crosta na pele.
CONSEQUENCIAS
Pode evoluir para a piodermite generalizada(inflamação da pele, com pus), que, por sua vez, leva á nefrite(infecção dos rins), á endocardite(infecção do músculo do coração) e á morte.
PREVENÇÂO
não há
TRATAMENTO
Não há cura.O veterinário pode indicar medicamentos imunossupressores, como os corticóides, para aliviar os sintomas, porém o uso continuado pode provocar efeitos colaterais nocivos.
FONTES
FONTES:
Revista Cães e CIA Número 301 - Junho 2004
Livro Maravilhosos Akitas - Soraya de Castro Guedes
World Union Of Akitas Clubs - http://www.akita.no/
Japan Kennel Club - http://www.jkc.or.jp/
Japanese Akita Club Of America - http://akita-inu.com/
HIstória :O Cão Guardião
Hariko Inu, o cão-guardião
Os cães são protetores naturais dos homens, são fiéis aos seus donos e estão sempre ao seu lado, com a incrível capacidade de detectar situações perigosas às quais estão sujeitos no cotidiano. Antigamente, os japoneses acreditavam que os cães tinham faro para identificar os oni (demônios), que, muitas vezes, se disfarçavam em forma humana para infiltrar-se em povoados e praticar o mal. A crença popular nipônica conta que os cachorros são associados à proteção de crianças, por isso existe um talismã antigo, que até hoje é muito popular, chamado Hariko Inu; trata-se de um cachorrinho feito de papel machê e pintado com cores fortes. Dizem que esse talismã traz sorte, saúde e proteção. Por isso, as mães, quando vão ganhar um filho, ou quando a família tem bebê em casa, deixam o Hariko Inu enfeitando o quarto, para que a criança cresça com saúde e esteja sempre protegida dos demônios.
Existem algumas versões sobre a origem do Hariko Inu, mas esta é particularmente interessante, porque envolve o grande mestre Kukai (nascido no Ano do Tigre de Madeira – 774) que ficou conhecido, após a sua morte, como Kobo Daishi, o fundador da seita budista Shingon.
Durante sua peregrinação na ilha de Shikoku, o monge Kukai passou a noite na cabana de um lavrador. O dono da casa era um senhor muito amável e o hospedou com grande alegria e cordialidade. Kukai, então, disse que gostaria de recompensá-los pela hospedagem e pediu que dissessem como ou quanto deveria pagar.
O lavrador recusou pagamento, mas, devido à insistência do monge, disse que gostaria de receber um amuleto e justificou:
- Nós não tivemos sorte com o tempo nesses últimos anos. Nossa plantação de arroz tem sido devastada por javalis selvagens e, quando os cachos de arroz estão madurando, são devorados pelos pássaros. Sem dizer que, às vezes, existem secas em época de crescimento ou enchentes antes da colheita.
O monge, então, rabiscou alguma coisa em um pedaço de papel, depois dobrou-o cuidadosamente em forma de envelope. Essa dobradura foi pregada na porta do celeiro.
Naquele ano, a colheita foi normal, nenhuma intempérie veio a prejudicar a boa safra. No ano seguinte, a mesma felicidade. Os agricultores festejaram a boa colheita com um festival de tambores e danças. No terceiro ano, a mesma coisa.
O agricultor e a esposa estavam muito felizes com a simpatia que o monge Kukai havia lhes presenteado. Porém, durante os três anos a curiosidade foi crescendo, crescendo e até que, não agüentando mais, abriram o papel para ver o que o monge havia rabiscado ali.
Não deu tempo de o casal ver o que estava escrito no papel. Bastou começar abrir a dobradura e um cachorro pulou para fora do papel. O cachorro sumiu, nunca mais voltou, e ninguém sabe para onde ele foi. O papel estava em branco, mas o lavrador e sua esposa haviam visto Kukai rabiscar alguma coisa nele. Desde então, a colheita não foi mais boa. Como se houvesse perdido a proteção divina, a plantação de arroz passou por toda sorte de dificuldades, até mesmo ataque de insetos.
O pessoal da aldeia raciocinou que o cachorro estava protegendo a casa e a plantação de arroz. E, desde então, passaram a confeccionar pequenos cachorros de papel machê, para ficar de guarda, protegendo a casa e as crianças enquanto os pais trabalhavam na roça.
Restou a curiosidade do povo. Alguns disseram que o monge teria escrito simplesmente a palavra inu (cão); outros disseram que ele fez desenho de um cachorro, pois, além de monge, calígrafo e poeta, era excelente desenhista. Há também estudiosos de seitas que afirmam que Kukai escreveu Inukami, que pode ser traduzido como “deus cão” (inu=cão e kami = deus). Uma vez que papel também é kami em japonês, quando o casal abriu a dobradura, a palavra ganhou vida e materializou-se em animal.
Os cães são protetores naturais dos homens, são fiéis aos seus donos e estão sempre ao seu lado, com a incrível capacidade de detectar situações perigosas às quais estão sujeitos no cotidiano. Antigamente, os japoneses acreditavam que os cães tinham faro para identificar os oni (demônios), que, muitas vezes, se disfarçavam em forma humana para infiltrar-se em povoados e praticar o mal. A crença popular nipônica conta que os cachorros são associados à proteção de crianças, por isso existe um talismã antigo, que até hoje é muito popular, chamado Hariko Inu; trata-se de um cachorrinho feito de papel machê e pintado com cores fortes. Dizem que esse talismã traz sorte, saúde e proteção. Por isso, as mães, quando vão ganhar um filho, ou quando a família tem bebê em casa, deixam o Hariko Inu enfeitando o quarto, para que a criança cresça com saúde e esteja sempre protegida dos demônios.
Existem algumas versões sobre a origem do Hariko Inu, mas esta é particularmente interessante, porque envolve o grande mestre Kukai (nascido no Ano do Tigre de Madeira – 774) que ficou conhecido, após a sua morte, como Kobo Daishi, o fundador da seita budista Shingon.
Durante sua peregrinação na ilha de Shikoku, o monge Kukai passou a noite na cabana de um lavrador. O dono da casa era um senhor muito amável e o hospedou com grande alegria e cordialidade. Kukai, então, disse que gostaria de recompensá-los pela hospedagem e pediu que dissessem como ou quanto deveria pagar.
O lavrador recusou pagamento, mas, devido à insistência do monge, disse que gostaria de receber um amuleto e justificou:
- Nós não tivemos sorte com o tempo nesses últimos anos. Nossa plantação de arroz tem sido devastada por javalis selvagens e, quando os cachos de arroz estão madurando, são devorados pelos pássaros. Sem dizer que, às vezes, existem secas em época de crescimento ou enchentes antes da colheita.
O monge, então, rabiscou alguma coisa em um pedaço de papel, depois dobrou-o cuidadosamente em forma de envelope. Essa dobradura foi pregada na porta do celeiro.
Naquele ano, a colheita foi normal, nenhuma intempérie veio a prejudicar a boa safra. No ano seguinte, a mesma felicidade. Os agricultores festejaram a boa colheita com um festival de tambores e danças. No terceiro ano, a mesma coisa.
O agricultor e a esposa estavam muito felizes com a simpatia que o monge Kukai havia lhes presenteado. Porém, durante os três anos a curiosidade foi crescendo, crescendo e até que, não agüentando mais, abriram o papel para ver o que o monge havia rabiscado ali.
Não deu tempo de o casal ver o que estava escrito no papel. Bastou começar abrir a dobradura e um cachorro pulou para fora do papel. O cachorro sumiu, nunca mais voltou, e ninguém sabe para onde ele foi. O papel estava em branco, mas o lavrador e sua esposa haviam visto Kukai rabiscar alguma coisa nele. Desde então, a colheita não foi mais boa. Como se houvesse perdido a proteção divina, a plantação de arroz passou por toda sorte de dificuldades, até mesmo ataque de insetos.
O pessoal da aldeia raciocinou que o cachorro estava protegendo a casa e a plantação de arroz. E, desde então, passaram a confeccionar pequenos cachorros de papel machê, para ficar de guarda, protegendo a casa e as crianças enquanto os pais trabalhavam na roça.
Restou a curiosidade do povo. Alguns disseram que o monge teria escrito simplesmente a palavra inu (cão); outros disseram que ele fez desenho de um cachorro, pois, além de monge, calígrafo e poeta, era excelente desenhista. Há também estudiosos de seitas que afirmam que Kukai escreveu Inukami, que pode ser traduzido como “deus cão” (inu=cão e kami = deus). Uma vez que papel também é kami em japonês, quando o casal abriu a dobradura, a palavra ganhou vida e materializou-se em animal.
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